13/08/2007

10 mandamentos dos sites bem-sucedidos


Por Marcelo Britto

Uma das figuras mais representativas do pensamento econômico moderno, Joseph Schumpeter, afirma que somente através da inovação, conseguiremos ampliar nosso mercado consumidor ou criar um novo nicho de mercado. Ou seja, é o processo de inovação que permite o desenvolvimento.

1° Mandamento: Seu site precisa de pelo menos um diferencialSe você está pensando em criar um site igual aos milhares que já existem por aí, esqueça. Você estará perdendo seu tempo e seu dinheiro em aventuras improdutivas. Antes de começar a criar um site, procure encontrar algum diferencial competitivo, que torne seu projeto realmente atrativo e rentável.

2° Mandamento:Antes de qualquer coisa, procure planejar uma boa arquitetura de informaçãoAntes de iniciar um novo projeto, procure conversar com o cliente sobre a arquitetura de informação do site.A arquitetura de informação, em resumo, é a definição de todas as áreas e a estrutura de navegação que o site vai ter. Este trabalho prévio, serve para orientar o designer na hora de criar o layout e organizar o conteúdo do site. A grande vantagem de fazer este trabalho, é que antes de começarmos o layout, já sabemos exatamente a quantidade de seções e evitamos surpresas desagradáveis, como o acréscimo de seções e links, que não estavam previstos no orçamento.

3° Mandamento:Primeiro o conteúdo, depois o designOutro pecado capital é querer fazer o layout antes de se ter o conteúdo em mãos. Está claro que nem sempre é possível convencer o cliente desta necessidade e, às vezes, acabamos por ter que fazer o layout com os tradicionais "nonononono nonon onononon nono nononono ononono nonono nononon on onononono nononono onononon onononon ononononono". O problema deste recurso é que não conseguimos simular o exato preenchimento do texto para enquadrá-lo no layout. Outro fator negativo, é que sem os textos, nossa criação fica limitada, pois se temos acesso aos títulos e textos, podemos criar imagens e ícones que darão um toque de classe ao nosso layout. O resultado é que o cliente acaba pedindo diversas alterações no layout e o trabalho acaba demorando mais que o previsto.

4° Mandamento:O site deve ser rápido e otimizadoAo desenvolver o HTML do site, o profissional deve ter em mente que nem todos os usuários possuem internet de acesso rápido e, mesmo aqueles que possuem, não estão dispostos a esperar mais do que alguns segundos pelo carregamento da página. Mesmo que o site seja digno de premiação pelo seu design e possua um conteúdo altamente explicativo e convincente, se a performance for ruim, então o site poderá estar enviando clientes para a concorrência: se o site que estamos visitando demora para carregar, logo procuramos outro.Juntamente com a velocidade no carregamento da página, está a otimização para o site figurar entre os mecanismos de busca. Meta tags bem utilizadas e cuidado na estruturação do HTML são fundamentais para que os mecanismos de pesquisa possam localizar o seu site, dentre as palavras pesquisadas pelos usuários.

5° Mandamento:Os dados de contato devem estar em todas as páginasFreqüentemente visito sites que "escondem" as informações para contato. Itens como telefone e e-mail, ou pelo menos o atalho para estes dados, devem estar bem visíveis e posicionados em todas as páginas do site. Afinal de contas, o site deve servir para estreitar o relacionamento da empresa com o cliente. Também é freqüente encontrar sites com apenas o formulário de contato, sem endereços, e-mail ou telefone da empresa. Lembre-se que, muitas vezes, o cliente deseja contato imediato com a empresa. Omitindo essas informações, podemos estar perdendo clientes.

6° Mandamento:Pratique relacionamento com seus visitantes e clientesO site, mais que uma ferramenta de divulgação de produtos e serviços, deve servir para estreitar os laços de relacionamento que a empresa possui com seus clientes. Para isso, é fundamental estabelecer interatividade entre o site e o usuário. Enquetes, pesquisas de opinião, promoções e envio periódico de atualizações por e-mail, são formas de cultivar um bom relacionamento com os usuários do site.

7° Mandamento:Mantenha o site sempre atualizadoPoucas coisas são mais cansativas que visitar um site e ele estar sempre igual. A impressão que temos é que o site foi abandonado. Por isso, mesmo que não existam novidades relevantes, manter a página inicial sempre atualizada e renovada é fundamental para ampliar o número de visitantes do site. Isto não significa que você tenha que ficar sempre mudando de layout, no entanto, você pode alternar os produtos e serviços oferecidos pela empresa, com um sistema do tipo randômico.

8° Mandamento:O site deve ser rentávelMuito bem. O seu site é inovador, possui uma ótima estrutura de navegação, o conteúdo, o design e a performance são ótimos, os dados para contato estão visíveis, você pratica relacionamento com os clientes e o mantém sempre atualizado. Porém, de nada vai adiantar você fazer tudo certinho se o site não for rentável. Neste quesito, há dois tipos de rentabilidade: institucional (aquela onde você obtém retorno de imagem, melhorando sua marca e credibilidade) e financeiro (aquela onde você efetivamente lucra com o site). Para tornar o site rentável, é necessário um planejamento de médio e longo prazo, prevendo estratégias e táticas de captação de recursos ou de ações que promovam visibilidade da marca.

9° Mandamento:Faça o acompanhamento das estatísticasAo analisamos estatísticas, temos por hábito analisar apenas o mês anterior ou os últimos três meses. Quando fazemos isso, estamos analisando apenas uma parte do conjunto. Ao fazer a medição das estatísticas do site (tanto no número de visitas, page views, páginas mais procuradas, etc.) também temos que levar em consideração o mesmo período do ano anterior.Muitas vezes, um site pode apresentar uma diminuição no número de visitas, por exemplo, no mês de janeiro, se comparado com dezembro. No entanto, se compararmos com janeiro do ano anterior, o número de visitas pode ser bastante superior. Estes são dados que poucos profissionais dão importância, porém são fundamentais para uma análise mais confiável e relevante.

10° Mandamento:Contiune inovando

Não adianta você chegar ao topo. É preciso manter-se lá.Independente da posição que o seu site esteja, é imprescindível você estar sempre inovando e buscando novos diferenciais, pois a cada dia surgem novas idéias e novas tecnologias. Quem não possui agilidade para adaptar-se às novas tendências ou quem não tem habilidade para criá-las, acaba por sucumbir.Quanto mais o seu site estiver na vitrine, mais ele será copiado, imitado e aperfeiçoado pela concorrência. Para mantê-lo entre os primeiros, é fundamental fazer uma constante reavaliação e ninguém melhor que os usuários para ajudá-lo nessa tarefa.Estes são 10 passos indispensáveis para a construção de um site bem sucedido. Evidentemente existem outros fatores que podem contribuir significativamente para o sucesso de um projeto, e nem é nosso objetivo limitar o assunto a estes 10 itens. Cada empresa e cada instituição possui particularidades que farão com que um ou outro fator tenha maior relevância na hora de desenvolver o projeto.

RABISCADO POR MIM, GABI GABRIELA

Os 10 mandamentos para o advogado atender melhor seu cliente
por Anna Luiza Boranga, ALB Conultoria, Sao Paulo, Brazil.


Pesquisas junto a clientes nos indicam que há três tipos de advogados. Aqueles que eles adoram, os que eles apenas gostam ou se sentem indiferentes a respeito, e aqueles que eles odeiam. O mesmo raciocínio, aliás, vale para consultores em geral.
O perfil da maioria dos advogados se enquadra no segundo tipo, selecionando e comparando serviços e preços entre vários escritórios. Pouca fidelidade junto aos seus advogados.
No entanto, conhecemos alguns clientes que se enquadram na primeira categoria (muito poucos), e que não têm apenas um ou dois clientes que lhes são fidelíssimos, mas sim inúmeros clientes que os adoram. Seus clientes solicitam sua opinião para todos os seus negócios, jurídicos ou não, pedem sua supervisão em trabalhos prestados por outros advogados, mesmo que isto lhes custe mais caro. Mas o que faz estes advogados serem tão especiais? Será que eles têm maior cultura jurídica? Será que estamos diante de uma característica especial de sua personalidade?
Felizmente, a habilidade de desenvolver este tipo de lealdade não depende de capacidade intelectual ou de personalidade.
Uma pesquisa efetuada recentemente e conduzida através de clientes nos mostrou características comuns a estes advogados, indicando que parecem cuidar de seus clientes da mesma maneira, seguindo regras básicas de atendimento e prestação de serviços.
Para facilitar esta percepção, indicamos a seguir os métodos mais comumente utilizados por todos:
1. Todos os clientes querem soluções criativas e não apenas os indicadores jurídicos e caminhos legais: preferem os advogados que utilizam a lei para encontrar soluções para seus problemas, enxergando além do que está escrito nos códigos.
2. O advogado deve reconhecer e detectar os aspectos prioritários e secundários do caso. Alguns advogados brilhantes estudam o caso do cliente além do necessário, aumentando com isto o custo dos seus honorários porque gostam das leis e de estudá-las; enquanto eles estudam, os clientes estão aguardando os resultados e pagando as contas; tais clientes preferem os advogados que identificam as necessidades, decidem quais são importantes e quais não são, e depois expõem as prioridades e riscos ao cliente.
3. Retornar imediatamente ligações telefônicas e e-mails: muito embora isto seja sempre enfatizado como o aspecto mais importante na prestação de serviços, verificamos que muitos advogados não dão atenção para este fator e continuam não retornando prontamente os contatos de seus clientes. Ser acessível é uma grande vantagem.
4. Antecipar, agir, e não apenas reagir: os clientes, principalmente de perfil empresarial, esperam de seus advogados um comportamento preventivo, um aconselhamento que lhes permita evitar problemas futuros. Sabem reconhecer esta vantagem na maioria das vezes.
5. Conhecer o “negócio”: embora seja impossível transformar-se num "expert" no negócio de cada cliente, ajuda muito gastar algumas horas incobráveis para aprender um pouco mais, pois isto facilita o entendimento e a solução dos problemas; os clientes percebem este esforço e o valorizam.
6. Estar disponível sempre que o cliente necessita: muitos dos advogados "especiais" não apenas fornecem o telefone celular como também informam a seus clientes quando vão viajar e como poderão ser encontrados em caso de necessidade; felizmente poucos são os clientes que costumam chamar nestas ocasiões.
7. Administrar prazos como se a vida dependesse deles: estes advogados estabelecem prazos para suas ações de forma realista e não baseados no que o cliente gostaria de ouvir; mantém o cliente informado sobre riscos e ações; quando percebem que determinado prazo não poder ser cumprido, alertam o cliente indicando o que fazer.
8. Saber quando dizer não: alguns advogados que percebem a profissão como um mercado em permanente expansão e mesmo quando verificam que seu cliente pode estar jogando dinheiro pela janela em honorários continuam a trabalhar; os advogados que são apreciados são aqueles que não tem medo de dizer a seus clientes que não deveriam estar usando um advogado no caso, mesmo que isto represente abrir mão de altos honorários.
9. Guardar registros sobre todos os assuntos do cliente em seus arquivos, ainda que antigos, mantendo a “memória” das decisões tomadas. Nada mais desagradável do que ter que lembrar o advogado dos assuntos que lhe dizem respeito.
10. Aprender a ouvir: muitos advogados pensam que, por terem sido contratados, os clientes querem ouvi-los falar; na verdade os advogados indicados como adorados são descritos por sua habilidade em "ouvir e compreender o problema dos clientes". Tais advogados não apenas ouvem, como também repetem com suas próprias palavras o que foi dito pelo cliente a fim de confirmar o entendimento correto de seus problemas.

08/08/2007

EFICIÊNCIA E EFICÁCIA


Bernardo Leite Moreira



1) EFICIÊNCIA é: fazer certo; o meio para se atingir um resultado; é a atividade, ou, aquilo que se faz.


2) EFICÁCIA é: a coisa certa; o resultado; o objetivo: aquilo para que se faz, isto é, a sua Missão!Estes são dois conceitos muitos antigos, mas implacavelmente atuais.


Principalmente nos dias de hoje não compreendê-los ou, o que é muito pior, confundi-los provoca, sem dúvida, grandes danos à performance e aos resultados.As diferenças entre esses dois conceitos podem até parecer sutis, mas realmente são extremamente importantes. Peter Drucker, que dispensa apresentações, é enfático em afirmar: eficiência é fazer certo as coisas, eficácia são as coisas certas. E complementa: o resultado depende de “fazer certo as coisas certas”.Permita-me apresentar cada um desses conceitos com alguns detalhes a mais:


EFICIÊNCIA é: fazer certo; é o meio para se atingir um resultado; é a atividade, ou, aquilo que se faz.


EFICÁCIA é: a coisa certa; é o resultado; o objetivo: é aquilo para que se faz, isto é, a sua Missão. Considerando-se o exposto vamos checar algumas percepções organizacionais muito naturais e... erradas!Iniciando: qual a Missão da área de Treinamento? A resposta natural poderia ser: treinar pessoas; reciclar; desenvolver ou algo parecido. Certo? Não, errado! Percebam que as respostas estão representadas por verbos e dirige-se à ação, portanto refere-se a aquilo que se faz, ou à atividade ou o MEIO para se atingir o resultado. Este resultado, ou a chamada Missão poderia ser consignado como: PESSOAS APTAS às necessidades da organização! Este é o objetivo. A área de treinamento treina, ou desenvolve suas atividades para alcançar este resultado. Porém, na prática utiliza-se, com freqüência o indicador de “homens/horas/treinamento” para medir o resultado de treinamento quando se está medindo, apenas, o seu esforço, ou seja, a sua eficiência no desenvolvimento da ação, mas não a sua eficácia. Afinal, qual foi o resultado desse esforço em treinamento?Para ficar mais claro vamos a outro exemplo: Qual a Missão da área de manutenção de ar condicionado?Mais uma vez a resposta natural seria: consertar ar condicionado, que é uma resposta também errada. Consertar ar condicionado é o que a área de manutenção faz para alcançar a sua Missão que é: AR CONDICIONADO FUNCIONANDO!O que isto quer dizer? Isto quer dizer que se provoca um grande desvio na qualidade da contribuição das pessoas fortalecendo-se a atividade muitas vezes distanciada do objetivo. Freqüentemente a área de manutenção de ar condicionado é medida pelo tempo que gasta consertando ar condicionado quando deveria ser medida pelo tempo que não gasta consertando, ou seja, pelo tempo de funcionamento do equipamento. Esta é a medida da sua eficácia.Percebam então o enorme dano que esta situação causa nos resultado individuais e globais das organizações. Ao se privilegiar as medidas que acompanham o esforço da realização pode-se perder a relação com o resultado desse esforço. Em nome disso muitas realizações dentro das organizações são, o que costumamos chamar de olhar o próprio umbigo, perdendo-se a avaliação do nível de agregação de valor aos objetivos da organização. E o que conta, cada vez mais, é exatamente o nível de agregação de valor de cada profissional, de cada departamento, de cada organização. Para isso é fundamental trabalhar-se com indicadores!E este viés, infelizmente, ocorre em diversas áreas das empresas provocando um enorme desvio nos resultados e na agregação de valor dessas áreas e, das pessoas que se esforçam para atender as expectativas para o desenvolvimento dos negócios. Preciso reforçar que esta preocupação é função indelegável dos níveis de chefia das empresas!Apenas como lembrete: novos conceitos são importantes para a modernização e desenvolvimento dos negócios, mas de nada adianta se não praticamos (ou entendemos) sequer os antigos. Até mais.


RABISCADO POR MIM, GABI GABRIELA

ERGA-SE


Sabe aquele momento que a gente pensa que chegou no limite das próprias forçase que não vai mais conseguir avançar? Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!)e tudo parece um grande vazio...Esse momento que, não importa a nossa idade, pensamos que já é o fim...e um desânimo enorme toma conta da gente...Esse momento, ao contrário do que parece, é justamente o ponto de partida!!!Se chegamos a um estado em que não avançamos mais,é que devemos provavelmente tomar uma outra direção.Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfaçãoé sinal de que alguma coisa deve ser feita.Não espere que os outros construam pra você, planeje e faça! Você é responsável pelos próprios sonhose pela realização destes. Nas obras da vida não precisamos de arquitetos para planejar por nós. Com um pouco de imaginação e um muito de boa vontade podemos reconstruir sozinhosa casa que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.É humano se sentir fragilizado às vezese mesmo necessário para que tenhamos consciênciaque não somos infalíveis, não somos super-heróis, mas seria desumano parar por aí. E injusto. Para os outros, mas principalmente para consigo mesmo.Recomeçar é a palavra! Recomeçar cada vez, a cada queda,a cada fim de uma estrada! Insistir!... Se alguém te feriu, cure-se!Se te derrubaram, levante-se! Se te odeiam, ame! Erga-se! Erga a cabeça! Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés. É preciso olhar pra frente.Plante uma árvore, faça um gesto gentil,tenha um atitude positiva. É sempre possível fazer alguma coisa!Não culpe os outros pelas próprias desilusões, pelos próprios fracassos. Se somos nossos próprios donospara as nossas vitórias,por que não seríamos para as nossas derrotas? Onde errou, não erre mais! Onde caiu, não caia mais! Se você já passou por determinado caminho, deve ter aprendido a evitar certas armadilhas. Então, siga! Não se esqueça de uma grande promessa feita na Bíblia: "Esforça-te e eu te ajudarei." Dê o primeiro passo... depois caminhe!!! Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado,nem à sua frente, ela está junto de você! Descubra-se, faça-se feliz e tenha um lindo dia! (Letícia Thompson)

O VALOR DE UM SORRISO


O Valor de um SorrisoNão custa nada e rende muito...
Enriquece quem recebe,sem empobrecer quem dá...
Dura somente um instante,mas seus efeitos duram para sempre...
Ninguém é tão rico que dele não precise...
Ninguém é tão pobre que não possa dar a todos...
Leva a felicidade a todos e a toda parte...
É o símbolo da amizade, da boa vontade...
É o alento para os desanimados,repouso para os cansados,raio de sol para os tristes,ressurreição para os desesperados...
Não se compra, não se empresta...
Nenhuma moeda do mundo pode pagar o seu valor...
Não há ninguém no mundo que precisetanto de um sorriso,como aquele que não sabe mais sorrir...
- Sidnei Januário -

01/08/2007

DESAFIOS DA GERêNCIA DO AGRONEGóCIO.


A princípio, nos parece bastante óbvia a idéia de que o mundo, hoje, gira, basicamente, no sentido da mudança que sinaliza: maior conforto, maior agilidade, maior destreza e maior flexibilidade nos contatos interpessoais. Consequentemente, instala-se uma mudança de mentalidade na cabeça de todo e qualquer colaborador. Sua lealdade à organização ganha novo desenho. Sua fidelidade está voltada à eficácia da execução da tarefa, mas não enquanto tarefa pura e simples, mas principalmente na aplicação de sua criatividade e no de¬senvolvimento da mesma.
A valorização das competências do empregado deverá ganhar destaque. Todo e qualquer empregado deverá ser visto como candidato natural à auto-realização. As relações entre empresas, colaborando entre si para maior ajuste de seus produtos e serviços, bem como as relações entre empregados – procurando estabelecer a ajuda mútua aos seus problemas comuns –, farão parte da qualidade global, criando a noção de parceria e envolvimento de todos com os vários negócios.
A gerência moderna deverá enfrentar – nesse novo milênio – uma mudança cultural que mexerá com os valores, costumes, paradigmas e, consequentemente, com o comportamento do homem.
Com o cenário diferenciado, não bastará mais orientar o subordinado na execução eficaz da tarefa. O prioritário será a preparação de homens que possam ser parceiros de um negócio, envolvidos com os lucros e preocupados com os prejuízos das organizações. Este, certamente, será um outro tempo que terá o desenvolvimento do indivíduo como principal foco de qualquer negócio.
O papel de supervisor, historicamente falando, evoluiu no sentido de isolar na organização aqueles mais capacitados a exercerem o poder ine¬rente a cada cargo na estrutura hierár¬quica. Portanto, foram sendo criados e abrigados rias empresas pessoas (gerentes) com posturas semelhantes de ação. Devido à forte influência do movimento mecanicista (tayloriano), que valorizava mais o sistema do que a colaboração humana, instalou-se, inevitavelmente, na organização uma escola de gerência autoritária – com o poder centralizado na figura do chefe. Esse sistema, logicamente, de¬verá ser extinto, por ser individualista e extremamente centralizador – deixando de lado todo o potencial criativo do subordinado. A coordenação terá um papel de educar, onde o ambiente de trabalho seja saudável – com espaço para que todos possam falar e agir livremente – a relação interpessoal seja sempre voltada ao atendimento integral do cliente e às necessidades específicas do negócio.
Educação e conscientização serão pa¬lavras que nortearão o trabalho de exe¬cutivos e seguidores. Para esse milênio, poderemos retomar o conceito de lide¬rança, pois será possível, com certeza, a identificação, por parte dos seguidores, dos líderes naturais e autênticos, capazes de tornar a relação de trabalho estimulante, prazerosa e realizadora.

Em função desse novo executivo, cuja ação estará voltada para estimular a potencialização e maximização da ca¬pacidade criativa do homem, terá mais sentido e lógica falar-se de participação nos lucros e, também, na distribuição de responsabilidades atreladas ao suces¬so do negócio. Será possível dispor de uma escala hierárquica mais enxuta, favorável a um crescimento uniforme e acessível a todos aqueles que farão do trabalho um ato de criação constante.
Uma administração focada nos resultados permitirá projetar um fu¬turo de igualdade salarial. Pode-se espe¬rar, no entanto, que a participação do tra¬balhador no lucro da organização seja, portanto, expressiva e altamente estimu¬lante à manutenção de uma conduta consci¬ente, responsável e profissional. Essa re¬muneração se dará de forma variável e alcançará aqueles que lutaram e foram parcialmente responsáveis pelo êxito operacional e financeiro do organização.
À medida que a era da qualidade for introduzindo mudanças estruturais, as empresas que já têm alcance para per¬ceber esse processo de mudanças e que, por isso já se empenham em educar seus executivos nessa linha, colocar-se-ão bem distantes daquelas que ainda não se aperceberam da urgência de ado¬tarem mudanças vitais que lhes garan¬tirão lugar no terceiro milênio. A capaci¬dade de antever as mudanças, median¬te a captação de sinais emitidos por um mundo em transição, é fundamental pa¬ra facilitar o processo de adaptação aos novos tempos que emergirão. Empre¬sas e executivos que não se ligarem nisso, estarão correndo sério risco.
O gerente que está por vir, ao invés de impor sua autoridade sobre seus comandados, será capaz de transferi-la àqueles que demonstrem capacidade. A relação de subordinação será um ato natural: sem criar desgastes, frustrações, agressões e, principalmen¬te, omissões.
A participação no trabalho será mais ativa, propiciando maior aceitação da relação gerente-subordinado. Os talen¬tos poderão desenvolver-se em favor da empresa. Cada empregado passará a assumir riscos, não por imposição, mas por um sentimento de desejo impreg¬nado de motivação. Aceitar desafios e enfrentá-los fará do trabalhador um ser consciente, estimulando-o a dar o me¬lhor de si no cumprimento das suas ta¬refas. Os grandes problemas de relacio¬namento hoje existentes desaparecerão.
Um sistema de comuni¬cação haverá de ser criado, a fim de colocar ao alcance de todos informações básicas ligadas às conquistas, aos obje¬tivos e aos rumos da organização. Os pilares, ou linhas de atuação, serão do domínio de todos e, não, prerrogativa da cúpula. O sucesso de cada indivíduo não mais estará em descompasso com o crescimento da organização.
Estes, certamente, serão alguns dos principais desafios que estarão presentes no novo cenário da Gerência Moderna.


Técncio de Nível Superior II - EMBRAPA/CPATC

Maslow e Marketing

Maslow e Marketing
Para Além da Hierarquia das Necessidades
Por Magali Costa Guimarães
1. INTRODUÇÃO
São vários os fatores que interferem no comportamento de compra e que afetam a escolha do consumidor por determinado produto ou marca. Fatores culturais, sociais, familiares, econômicos e psicológicos agem em conjunto de forma a tornar complexo a identificação do fator preponderante em uma decisão de compra. No mundo atual, com as arenas cada vez mais competitivas, o conhecimento destes torna-se primordial na busca da tão almejada vantagem competitiva pelas empresas e organizações.
Tal conhecimento é fundamental para a compreensão das necessidades e desejos de determinados grupos e para a determinação de mercados-alvo a serem atendidos por uma empresa, bem como, na definição de estratégias e compostos de marketing que deverão ser utilizados (Sandhusen, 1998).
Os fatores psicológicos muitas vezes são negligenciados pelas empresas que não dispõem de profissionais capacitados para interpretá-los e conhecê-los mais profundamente. Na maioria das vezes aqueles que lidam mais diretamente com o consumidor, também não estão preparados e se prendem ao preço do produto, considerando-o como fator determinante na decisão de compra. Esquecem que não só o preço agrega valor ao cliente, mas também o serviço (por exemplo: o bom atendimento). Fatores psíquicos também influenciam a decisão de compra por determinadas marcas de produtos independentes de seu preço. O preço elevado, muitas vezes, acaba sendo o fator determinante que leva à aquisição daquele produto e não de outro mais barato, na medida em que atua elevando a auto-estima de quem o utiliza.
Este artigo tem por objetivo refletir sobre estes fatores psicológicos que interferem no comportamento de compra do consumidor, através do estudo da teoria motivacional de Maslow. É nosso intuito fazer uma análise dos pressupostos fundamentais desta teoria, refletindo em novas possibilidades de seu uso, pela empresas e pelos profissionais de marketing, indo além dos conceitos simplistas da hierarquia das necessidades.
2. DESENVOLVIMENTOe você estiver interessado em Psicologia, Liderança e Motivação, visite o Portal da Psique.
Diversos são os fatores que influenciam ou determinam a aquisição de um produto por um consumidor. Churchill & Peter (2000) descrevem o processo de compra de produtos ou serviços definindo-o em cinco etapas: reconhecimento da necessidade, busca de informações, avaliação das alternativas, decisão de compra e avaliação pós compra.
Segundo eles o reconhecimento de uma necessidade pode advir de estímulos internos (fome, sede, cansaço ou interesses pessoais) ou externos (comerciais em geral, incentivo de outras pessoas etc.).
Os autores acima citados, dizem que quando os estímulos ou impulsos são internos ao indivíduo são chamados de motivação.
A teoria da motivação de Maslow é citada pela maioria dos autores expressivos na área de marketing como Kotler (1998); Churchill & Peter (2000) e também por Sandhusen, (1998); Semenik & Bamossy, (1995). Para esses autores o conhecimento desta teoria é necessária ao profissional de marketing, visando a compreensão dos fatores psicológicos determinantes do comportamento humano e, portanto, do comportamento de compra do consumidor.
Deste modo, Kotler (1998:173) afirma que “a teoria de Maslow ajuda o profissional de marketing entender como vários produtos se ajustam aos planos , metas e vidas dos consumidores potenciais”.
Esta teoria é fundamental para a compreensão dos fatores que motivam o comportamento, impulsionando o indivíduo a agir. A teoria motivacional possibilitaria a compreensão, principalmente, da primeira etapa do processo de compra descrito acima: o reconhecimento da necessidade.
2.1. Teoria da Motivação de Maslow
Maslow procurou compreender e explicar o que energiza, dirige e sustenta o comportamento humano. Para ele, o comportamento é motivado por necessidades a que ele deu o nome de necessidades fundamentais. Tais necessidades são baseadas em dois agrupamento: deficiência e crescimento. As necessidades de deficiência são as fisiológicas, as de segurança, de afeto e as de estima, enquanto que as necessidades de crescimento são aquelas relacionadas ao auto-desenvolvimento e auto-realização dos seres humanos (HUITT,1998).
Para ele tais necessidades apresentam-se numa hierarquia de importância e premência.
Figura 2 – Hierarquia das Necessidades – Pirâmide Motivacional

necessidades de auto realização
necessidade de estima
necessidades de amor/sociais
necessidades de segurança
necessidades fisiológicas

Fonte: Adaptado de Chiavenato, 1994. p.170
As necessidades fisiológicas se referem às necessidades biológicas dos indivíduos, como a fome, a sede, o sono. São as mais prementes e dominam fortemente a direção do comportamento caso não estejam satisfeitas:

“Se todas as necessidades estão insatisfeitas e o organismo é dominado pelas necessidades fisiológicas, quaisquer outras poderão tornar-se inexistentes ou latentes. Podemos então caracterizar o organismo como simplesmente faminto, pois a consciência fica quase inteiramente dominada pela fome. Todas as capacidades do organismo servirão para satisfazer a fome...”(Maslow, 1975:342)

Se você estiver interessado em Psicologia, Liderança e Motivação, visite o Portal da Psique.
Assim, uma pessoa dominada por esta necessidade tende a perceber apenas estímulos que visam satisfazê-la, sua visão de presente e futuro fica limitada e determinada por tal necessidade.
Maslow (1975:343) ressalta que é impossível a uma pessoa faminta pensar em liberdade, amor, sentimentos humanitários e respeito, pois tais conceitos e sentimentos “não enchem o estômago”.
As necessidades de segurança surgem na medida em que as necessidades fisiológicas estejam razoavelmente satisfeitas. Levam a pessoa a proteger-se de qualquer perigo, seja ele real ou imaginário, físico ou abstrato. Semenik & Bamossy (1995) enfatizam que todo ser humano necessita de abrigo e proteção para o corpo e de manutenção de uma vida confortável. Assim, como na necessidade fisiológica, o organismo pode ser fortemente dominado por tal necessidade, que passa a dirigir e a determinar a direção do comportamento.
Tendo satisfeitas as necessidades acima, surgem as necessidades de amor, afeição e participação. Segundo Maslow (1975) esta se refere à necessidade de afeto das pessoas que consideramos (namorado, filhos, amigos). São necessidades sociais presentes em todo ser humano: “... a pessoa passa a sentir, mais intensamente do que nunca, a falta de amigos, de um namorado, de um cônjuge ou de filhos (...) seu desejo de atingir tal situação será mais forte do que qualquer coisa no mundo” (Maslow, 1975: 350). Para ele a frustração dessas necessidades levam à falta de adaptação e a psicopatologias graves.
As necessidades de estima se referem às necessidades ou desejos das pessoas de uma auto-avaliação estável, bem como, uma auto-estima firme. A satisfação desta necessidade gera sentimentos de auto-confiança, de valor, de capacidade e sentimento de utilidade. Sua frustração leva a sentimentos de inferioridade, fraqueza e desamparo (Maslow, 1975:351).
As necessidades de auto-realização são necessidades de crescimento e revelam uma tendência de todo ser humano em realizar plenamente o seu potencial. “Essa tendência pode ser expressa como o desejo de a pessoa tornar-se sempre mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Maslow, 1975:352). O aparecimento desta necessidade supõe que as anteriores estejam satisfeitas.
Diferentemente das necessidades anteriores, a necessidade de auto-realização não se extingue pela plena saciação. Quanto maior for a satisfação experimentada por uma pessoas, tanto maior e mais importante parecerá a necessidade (Hampton,1992).
Além da auto-realização, posteriormente, Maslow acrescentou à sua teoria, o desejo de todo ser humano de saber e conhecer e de ajudar os outros a realizar seu potencial.
Há assim, uma necessidade natural do ser humano de buscar o sentido das coisas de forma a organizar o mundo em que vive. São necessidades denominadas cognitivas e inclui os desejos de saber e de compreender, sistematizar, organizar, analisar e procurar relações e sentidos (Maslow, 1975:354). Tal necessidade viria antes da auto-realização, enquanto que a necessidade de ajudar os outros a se auto-desenvolver e a realizar seu potencial – a que ele deu o nome de transcendente – viria posteriormente à auto-realização. (Huitt, 1998)
Maslow (1975) ressalta que existem certas condições para que as necessidades fundamentais possam ser satisfeitas: A liberdade de falar e agir como se deseja, desde que não se fira o direito alheio, liberdade de auto-expressar-se, de investigar e procurar informações, de se defender e buscar justiça, equidade e ordem dentro do grupo são exemplos de condições prévias para que sejam satisfeitas as necessidades fundamentais. Para Maslow, sem essas precondições seria impossível a satisfação das necessidades.
Maslow, entretanto, conclui que sua teoria motivacional não é a única a explicar o comportamento humano, pois nem todo comportamento é determinado pelas necessidades. Afirma ainda que as necessidades fundamentais são em grande parte inconscientes. Para ele fatores sócio-culturais influenciam na forma ou objetos com que os homens buscam satisfazer suas necessidades, mas não modificam substancialmente a hierarquia motivacional proposta.
2.2. Teoria da Motivação e sua Utilização no Marketing
Conforme afirmamos acima, a teoria da motivação é bastante conhecida e utilizada pelos profissionais de marketing para o conhecimento do comportamento do consumidor. Conforme exemplificam Churchill & Peter (2000), os fabricantes de roupas devem estar atentos, não só para atender a necessidade de vestir-se dos consumidores, mas também às suas necessidades sociais, poderíamos acrescentar também o atendimento da necessidade de estima. Assim, quando os profissionais de marketing utilizam a imagem da Angélica em roupas e calçados infantis estariam, não só atendendo a uma necessidade mais básica de vestir-se, mas também a uma necessidade social (pertencer e ser aceita pelo grupo) e, na medida em que é aceita pelo grupo a criança sente elevada sua auto-estima. Portanto, através de um único produto se atenderia a três necessidades da criança (e/ou de seus pais).
As necessidades fisiológicas e de segurança são consideradas mais básicas (biológicas e instintivas), sendo as mais primitivas do ser humano. São essenciais para a sobrevivência de qualquer indivíduo ou organismos, mas fatores psicológicos e inconscientes interferem no modo como cada indivíduo irá buscar a satisfação dessas necessidades. Podemos pensar em uma necessidade exagerada por mecanismos de segurança (cadeados, alarmes contra roubos etc.), uma pessoa pode estar sendo motivada a adquiri-los por fatores psíquicos como uma neurose. Uma pessoa também é muitas vezes levada a alimentar-se exageradamente por compulsão por comida (há pessoas que também aumentam o apetite quando ansiosas), ou ser levada a matar sua fome com um Big Mac por necessidade de prestígio social, que se relaciona-se com a auto-estima, conforme salientamos acima.
Podemos afirmar então que mesmo necessidades mais básicas como as fisiológicas, as de segurança e também as necessidades sociais são influenciadas por fatores psíquicos e não podem ser dissociados na compreensão do comportamento do consumidor.
São esses fatores que explicam, principalmente, a procura por determinadas marcas (Zoomp ou Coca-Cola pelos jovens, BMW por um executivo ou uma roupa do Digimon pelas crianças).
As necessidades de auto-estima e de auto-realização são consideradas mais elevadas, relacionadas a fatores psicológicos e não biológicos ou instintivos. Churchill & Peter (2000) consideram que tais necessidades são buscadas pelos consumidores através da compra de marcas que oferecem prestígio, da busca de cursos universitários, da participação em organizações beneficientes dentre outros.
Acreditamos, no entanto, que a teoria de Maslow nos possibilita compreender os fatores psicológicos que interferem em todo processo de compra desde o reconhecimento de uma necessidade até a decisão e avaliação no pós compra e, não só no reconhecimento de necessidades, conforme analisaram Churchill & Peter (2000).
2.3. Para Além da Hierarquia das Necessidades
Afirmamos acima que a teoria de Maslow nos permite compreender também os fatores psicológicos que interferem não só na detecção do consumidor de que existe uma necessidade, mas em todo o processo da compra.
Para a compreensão deste pressuposto é necessário ir além do que os autores de marketing relatam sobre a teoria de Maslow. Percebemos que assim como na administração de empresas, essa teoria é analisada de forma simplista por essa categoria de profissionais ( e muitas vezes por psicólogos), presos somente à uma análise restrita da hierarquia das necessidades.
A afirmação de Maslow (1975:360) no que se refere as condições fundamentais para a realização destas necessidades não são comentadas ou consideradas nas reflexões dos diversos teóricos que estudam sua teoria: “A liberdade para falar e agir como se deseja, desde que não se fira o direito alheio, liberdade de auto-expressar-se, de investigar e procurar informações, de se defender e buscar justiça, equidade e ordem dentro do grupo são exemplos de condições prévias para que sejam satisfeitas as necessidades fundamentais” (Maslow, 1975: 360). Para o ele isto decorre em função de desejos que se encontram intimamente ligados às necessidades, estes se traduzem no desejo de saber e conhecer que expressam uma busca constante do ser humano em dar significado às coisas.
Portanto, mais do que atender a uma necessidade, um produto ou serviço deve proporcionar as condições acima, buscando não só a satisfação do cliente, de suas necessidades e desejos, mas superando, podendo, dessa maneira, criar mais valor à ele. Podemos citar, como exemplo: quando adquiro um produto e nele vem especificado de forma clara seus ingredientes, validade, data de fabricação, modo de utilizá-lo, um telefone para atendimento ao cliente (que funcione de forma eficaz); poderíamos afirmar que as condições acima estariam sendo proporcionadas, portanto estaria motivada a utilizar e comprar novamente o produto. Um exemplo claro, vivenciado pela autora será descrito a seguir: “Fui abordada por um representante da editora Globo em minha casa para assinar novamente o gibi Turma da Mônica. O gibi atende a algumas necessidades que considero importantes (como lazer, desenvolvimento da leitura e melhoria na interpretação de texto, auxiliando o processo cognitivo da criança). Como estava um pouco relutante o vendedor me disse que também receberia, via correio, uma fita de vídeo da Turma da Mônica. Como sei que o meu filho adora desenhos resolvi assinar a revista. As revistas chegavam sem data específica e às vezes atrasavam, meu filho cobrava a fita que não chegava. Resolvi então ligar para o serviço de atendimento ao consumidor e não obtive solução, disseram-me que o vendedor estava enganado, mas que iriam enviar o vídeo. Nada Veio e meu filho me cobrou novamente. Tentei novamente, mas não resolveram meu problema e passava horas esperando ser atendida – e nada – entrei no site da Turma da Mônica e coloquei a minha decepção, e nada, nenhuma resposta me foi dada. Conclusão: não quero mais assinar nenhuma revista que seja desta editora.” .
O exemplo pessoal acima demonstra que o produto atendia perfeitamente as necessidades da consumidora, no entanto, condições essenciais como a de busca de justiça, auto-expressar-se e ser ouvido, conforme nos diz Maslow, não foram asseguradas o que gera uma desmotivação em relação àquele produto e/ou em relação à empresa. Tal fato interferiu na avaliação pós-compra levando a uma insatisfação com a troca realizada e, provavelmente interferirá numa decisão de compra futura.
Maslow possuía uma visão humanista, assim como Carl Rogers, acreditando no potencial de auto-realização de todo ser humano. Sabia que algumas condições eram fundamentais para alcançar esta realização e o desenvolvimento sadio do ser humano: consideração, empatia e congruência (autenticidade). Queremos ser considerados, aceitos e respeitados, necessitamos ser escutados (empaticamente, com o outro se colocando em nosso lugar), buscamos a autenticidade, desejamos ser tratados com transparência e veracidade. Este é outro aspecto desconsiderado na compreensão da teoria de Maslow.
A compreensão destes pressupostos acima é essencial, não só para aquele que lida mais diretamente com o consumidor, como nas estratégias de marketing a serem adotadas pelas empresas. São aspectos importantes das relações interpessoais que devem ser considerados, pois o serviço e atendimento prestado pela empresa também agrega valor ao cliente.
Um exemplo: quando alguém vai ao Banco e enfrenta uma fila enorme durante 20, 30 minutos ou mais, sente-se desconsiderado, suas necessidades não foram ouvidas pela empresa, portanto, seu relacionamento com o Banco começa a ficar frágil. Quando nos prometem algo (como no caso da fita de vídeo acima) e aquilo não é cumprido, também sentimos desconsiderados, percebemos que a empresa não foi autêntica, transparente conosco. Esse deve ter sido o sentimento do sujeito que colocou fogo em seu carro em plena rua na cidade de São Paulo (conforme noticiário da TV): não foi considerado, não foi escutado, não tiveram com ele uma relação autêntica e congruente.
Escutar o cliente é fundamental, compreendendo o que está por trás de sua fala e de suas atitudes, pois quanto mais o conhecermos melhor poderemos atender aos seus desejos e necessidades e, “superar a concorrência”.
Portanto, assim como nas relações interpessoais, acreditamos na necessidade de humanização, principalmente dos serviços e atendimentos prestados ao consumidor. Tal tipo de relação não só levaria a empresa ou organização a uma vantagem competitiva, mas contribuiria para uma vida mais saudável, psicologicamente falando, para o ser humano. Neste sentido a fidelização do cliente, buscada pelas empresas nos dias atuais, ocorreria naturalmente, sem grandes esforços.
Assim, os profissionais de marketing devem, não só conhecer a teoria de Maslow, conforme orientam os autores acima citados, mas compreendê-la mais profundamente de forma a considerar o consumidor como um ser humano: respeitando-o na elaboração e consecução de suas estratégias e compostos de marketing.
3. CONCLUSÃO
Em tempos de intensa competitividade o conhecimento dos fatores que influenciam o comportamento do consumidor nas decisões de compra é fundamental para a sobrevivência das organizações.
Conforme analisamos acima, os fatores psicológicos interferem em todo processo de compra de um produto, portanto, devem ser bem compreendidos e interpretados pelos profissionais de marketing e por todo aquele que lida direta ou indiretamento com o cliente.
A teoria motivacional de Maslow possibilita a compreensão do ser humano e de suas necessidades e, mais do que isto, sua concepção humanista acredita no potencial de realização de todo ser humano. Para a realização de tal potencial condições prévias são fundamentais: consideração, respeito, transparência, liberdade de auto-expressão, justiça etc.
Esta teoria nos permite a compreensão do comportamento de compra do consumidor, desde a identificação de uma necessidade até a avaliação no pós-compra.
É necessário a compreensão mais profunda desta teoria, análises simplistas não permitem a sua perfeita utilização tanto na administração de empresas, quanto no marketing.
Acreditamos que outros aspectos psicológicos e cognitivos (analisados por outras teorias) também auxiliam na compreensão do comportamento humano, mas ultrapassam ao limite de estudo proposto neste artigo.
Rabiscado por mim, Gabi Gabriela.

O 5S naturalmente

Senso de Utilização:Desenvolver a noção da utilidade dos recursos disponíveis e separar o que é útil de o que não é. Destinar cada coisa para onde possa ser útil. Como exemplo:O organismo de qualquer ser vivo faz isso. É a planta sugando do solo os nutrientes de que precisa, é o sistema digestivo dos animais absorvendo o que o organismo precisa, separando do que não precisa.
Senso de Ordenação:Colocar as coisas no lugar certo; realizar as atividades na ordem certa. Como exemplo:As plantas mandam os nutrientes para os galhos, as folhas, flores, frutos, do mesmo modo que nosso sistema vascular alimenta todo nosso corpo.
Senso de Limpeza:É tirar o lixo, a poluição; evitar sujar, evitar poluir.Como exemplo:Cascas e folhas são eliminadas pela planta quando já cumpriram sua função. Nosso organismo se limpa no suor, na respiração, nas fezes e na urina e em muitas outras formas de se manter, de se livrar das toxinas e excessos.
Senso de Saúde:Padronizar comportamento, valores e práticas favoráveis à saúde física, mental e ambiental. Como exemplo: A cada segundo, todo os organismos das plantas e dos animais se dedicam para manter sua integridade, sua saúde.
Senso de Autodisciplina: Autogestão, cada um se cuidando, adaptando-se às novas realidades de modo que as relações com o ambiente e pessoais sejam recicláveis e sustentáveis de forma saudável. Como exemplo:Plantas e animais se cuidam de forma natural. Nascem, crescem, se reproduzem, morrem. Não precisamos mandar uma planta praticar sua fotossíntese e nem a um gato que cuide de seu pêlo.
Se o 5S é uma coisa natural, por que devemos insistir em aprender a praticá-lo?
Devemos ensinar o tão natural 5S exatamente porque a vida do ser humano não é assim tão natural. Temos tanta tecnologia, conhecimentos, cultura, valores, tantos recursos artificiais descobertos, aperfeiçoados ou inventados pela humanidade, que não é mais possível utilizá-los sem aprendizado e treinamento.
Ora, muitos recursos não adiantam nada se não soubermos utilizá-los, ordená-los, limpá-los, conservá-los e, finalmente, descartá-los ou reciclá-los quando chegar a hora.
Neste nossa vida tão cheia de novidades e oportunidades, é o 5S que vai nos mostrar como melhor aproveitá-las para a Qualidade de Vida. Qualidade de Vida para a humanidade e, sobretudo, para o sistema biológico, do qual fazemos parte e sem o qual não podemos viver.

5S

O 5S é indicado para qualquer ambiente. Principalmente na nossa mente e no nosso coração. Ele é o próprio bom-senso, mas de modo que pode ser ensinado, aperfeiçoado, praticado para o crescimento humano e profissional. Convém se tornar hábito, costume, cultura.sigla 5S saiu de cinco palavras japonesas que começam com a letra S. A sigla 5S saiu de cinco palavras japonesas que começam com a letra S.

Seiri
Senso de Utilização
Seiton
Senso de Ordenação
Seisou
Senso de Limpeza
Seiketsu
Senso de Saúde
Shitsuke
Senso de Autodisciplina
O 5S surgiu no Japão no início dos anos 1950. Na indústria, seus principais papéis são: liberar áreas, evitar desperdícios, melhorar relacionamentos, facilitar as atividades e localização de recursos disponíveis. Trata de uma sigla formada pelas iniciais de cinco palavras japonesas. No Brasil, alguns “S” foram traduzidos usando palavras variadas. Com isso, o 5S gerou resultados diferentes de um para outro local. A tradução que adotamos é uma das mais praticadas, graças ao trabalho feito pela Fundação Christiano Ottoni (FCO), em empresas e escolas, a partir da década de 90. É tradução adequada a qualquer lugar onde se vive, por não usar expressões exclusivas do meio empresarial.Observando os métodos de gestão e o potencial das pessoas em variados ambientes, sentimos que, devidamente entendido e apresentado, o 5S pode ser praticado por qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Com isso, o 5S que praticamos hoje é mais humano do que quando começou a ser divulgado no Brasil, nos anos 1980. Seus princípios são semelhantes aos princípios da vida.
Rabiscado por mim, Gabi Gabriela

27/07/2007

ONDE ESTÃO OS TALENTOS?


Paulo Renato Araújo
Ok. Tubo bem. Estamos na "Era do Conhecimento". Mas pergunta-se: são todos os setores da economia ou somente algumas empresas que estão vivenciando tal período? Na verdade, viajando pelo Brasil afora, percebo que temos empresas e empresas, se é que você me entende. Algumas, nitidamente, estão vivendo o período de Taylor... Outras, vivem a era da tecnologia, da internet e do investimento em talentos. É aqui onde quero me ater.
Afinal, o que é um talento? O que é preciso fazer para ser reconhecido como um talento? Será que para ser identificado como tal é necessário ter concluído um MBA em alguma universidade de primeira linha, falar fluentemente duas ou três línguas estrangeiras, e ainda, possuir uma significativa bagagem profissional no exterior? Não, definitivamente, não.
Logicamente, qualquer recurso voltado ao seu desenvolvimento, enfim, qualquer oportunidade que venha a aprimorar seu currículo devem ser aproveitados. Mas quero lembrar que existem talentos e talentos. Cada um com suas particularidades, potencialidades, seu modo de ser, sua receita própria criada a custo de muito trabalho. Diante disso, são as lideranças de hoje que precisam aprender a reconhecer e, principalmente, a desenvolver os talentos já existentes nas organizações. Ou será que somente a concorrência tem acesso aos talentos que tanto buscamos? Permita-me, caro leitor, contar uma pequena história ocorrida em uma grande empresa nacional para exemplificar que talentos existem nos lugares menos procurados... e mais despercebidos.
Dona Dalva - hoje com 36 anos e cinco filhos - começou a trabalhar como diarista em uma grande companhia de seguros, e logo foi contratada como Zeladora. Carteira assinada, benefícios, tudo, enfim, que aprendemos a relacionar com segurança e bom emprego lhe foi concedido. Manteve-se cinco anos no cargo e, em seguida, teve a oportunidade de trabalhar como Copeira. Mas essa condição não havia lhe deixado satisfeita. Dona Dalva sabia que podia ir mais longe.
Certo dia, então, contou-me que, apesar de sua discrição, o que realmente queria era trabalhar na área administrativa. No entanto, pensava consigo mesma “como uma copeira poderia ser promovida para tal departamento”. A despeito disso, sem saber, intuitivamente fez seu planejamento para subir na vida. Resultado: voltou a estudar e agora já terminou o primeiro grau. “Está ótimo, D. Dalva!” – interpretariam os olhares vizinhos. Pois ótimo que nada, revidaria Dona Dalva: agora ela quer terminar o segundo grau! E pararelamente a estes objetivos, começou a fazer o seu network, assim, meio que por acaso. Um almoço com o pessoal da administração ali; um bate papo aqui, uma conversinha acolá... “Ela sempre se mostrava curiosa e interessada em aprender o que o pessoal fazia lá”, contou-me sua atual supervisora.
Dona Dalva colheu os frutos do que plantou. O Gerente da Sucursal fazia questão de que participasse de todos os treinamentos comportamentais. E ela não hesitava em comparecer, aguardando sempre ansiosa os novos convites. Assim os dias se passaram... Para encurtar a história, a mesma Dona Dalva começou a se oferecer para realizar pequenos trabalhos administrativos em seus momentos de folga na copa. O Gerente começou a perceber o seu interesse, sua capacidade de organização, sua vontade de crescer, sua atitude pró-ativa e começou a pensar em dias melhores para sua funcionária. E o grande dia chegou.
Uma vaga para assistente administrativa foi aberta e eu nem preciso contar quem foi admitida. Agora, Dona Dalva está aprendendo a mexer no computador, já tem e-mail próprio, e, segundo sua supervisora, agilizou processos, aumentou a qualidade e produtividade do setor e é extremamente responsável.
Outro dia, perguntei a Dona Dalva qual era o segredo de seu talento, e ela me confidenciou:
- Vontade de crescer;

- Qualidade no serviço realizado;

- Procurar sempre colocar em prática o que é aprendido em cursos e treinamentos;

- Demonstrar interesse em aprender continuamente.Como vemos, todos nós temos talentos... Ora escondidos dentro de nós mesmos, ora não. Descubra, então, o seu. Pergunte-se: “O que gosto de fazer? O que eu gostaria de fazer realmente? Em que sou excelente?”. E siga, ainda, a lição de liderança exercida pelo Gerente da Sucursal: desenvolva-se e acredite nas pessoas que trabalham em sua empresa, que fazem parte do seu dia-a-dia. Reflita sobre tudo isso, enfim... Por vezes, o talento que procuramos está ao nosso lado. Será que em sua empresa não existe alguma Dona Dalva, somente esperando uma oportunidade para agregar valor à sua organização?

17/07/2007

ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS.


A palavra talento remonta à Antiguidade e possui uma história expressiva.Para os antigos hebreus, gregos e romanos, talento significava uma unidadede peso. Por meio da troca de metais preciosos por esse peso, o talentotornou-se uma unidade monetária. Desse modo, pode-se correlacionar o fato deque o que hoje significa fonte-chave de criação de valor era dinheiro amilhares de anos.Apesar dessa evolução, o talento continua a ser a moeda do reino, uma vezque atualmente as empresas que multiplicam seus talentos humanos serãobem-sucedidas; as demais deverão se esforçar para adotá-lo, caso pretendampermanecer no mercado.A globalização exige talentos! E as empresas necessitam deles para vencerdesafios e alcançar o sucesso!É importante lembrar que o talento é algo inato e adquirido, ou seja, é umacapacidade que todos os indivíduos têm, mas essa capacidade depende deaperfeiçoamento, interesse no aprendizado, relacionamento interpessoal,mudança de comportamentos e hábitos e atualização, dentre outros.Desenvolver o talento é algo que começa na família, se estende à escola e àempresa e exige alto grau de comprometimento dos indivíduos; é necessárioque o desenvolvimento de talento seja mais "self-service" do que "a la carte", isto é, a empresa deve oferecer alternativas, mas é preciso quecada um se levante e sirva seu próprio prato, em vez de esperar que alguémtraga um prato pronto para seu desenvolvimento. Vivemos na Era em que oprofissional é o principal responsável pelo gerenciamento de sua carreira e,conseqüentemente, por sua empregabilidade.Devido à passagem da Era Industrial para a Era da Informação, asorganizações buscam fornecedores de serviços cerebrais; necessitam dashabilidades com as mãos, mas a habilidade do cérebro é mais valorizada.Procura-se pessoas criativas, íntegras, autocríticas, flexíveis, que tenhaminiciativa, capacidade de aprender continuamente, isto é, que sejam dotadasde competências duráveis. As organizações não estão buscando apenascompetências técnicas; estão em busca, sobretudo, dos aspectos qualitativosdas pessoas; cada vez mais no futuro a variedade de estilos, comportamentose qualificações será almejada pelas empresas.No cenário atual, o maior desafio das organizações consiste em transformaras pessoas no "segredo do sucesso", ou seja, é preciso desenvolvê-las eestimulá-las a fim de que sejam capazes de assegurar os resultadosorganizacionais. Além de atrair e desenvolver, é preciso reter os talentos,investindo em treinamentos, cursos, dando-lhes oportunidades de oferecersugestões, incentivando-os a ser criativos. Além disso, é imprescindívelproporcionar desafios aos indivíduos, uma vez que os mesmos, muitas vezes,são estimulados através destes; grande parte deles só permanece nasorganizações que lhes propiciam desafios.Diante dessas constatações, pode-se afirmar que o desenvolvimento detalentos já não é mais uma diferenciação e sim uma questão de sobrevivênciaorganizacional. Isso remete ao fato de que a vantagem competitiva caberá àsorganizações que souberem atrair, desenvolver e reter seus talentos.Atualmente não são mais os bens físicos ou o dinheiro que determinam osucesso; a capacidade de cultivar talentos decide se uma empresa ganhará ouperderá.Cabe, portanto, às empresas, o planejamento do caminho a seguir para obter osucesso e, aos indivíduos, tornarem-se atrativos aos olhos daquelas,lembrando que um talento não é alguém que se destaca apenas no âmbitoprofissional; é necessário cultivar o lado pessoal; um talento deve ter,acima de tudo, qualidade de vida.


Flaviane Forti Chitero é formada em Administração de Empresas pela UEM-Universidade Estadual de Maringá. Possui experiência profissional comoestagiária nas áreas de Qualidade, Recursos Humanos e Administrativa, tendoatuado na implantação do Programa ISO 9001:2000. Atualmente é trainee daApoena Consultoria Organizacional, atuando no desenvolvimento de conteúdo epráticas de treinamento.

Você tem queixo de vidro?



Você tem queixo de vidro? Qual é seu Quociente de Adversidade?
Thomas Watson Jr., ex-CEO da IBM, respondeu assim a uma pergunta sobre seu sucesso como empresário: "Eu nunca me desviei de uma regra administrativa: a pior coisa que podemos fazer ao enfrentar qualquer problema é ficar boiando como mortos na água. Resolva o problema. Resolva rapidamente, da maneira certa ou errada. Se for da maneira errada, o problema vai voltar e dar-lhe um tapa na cara, para que você o resolva corretamente. Fingir-se de morto e não agir é uma alternativa confortável porque parece diminuir os riscos, mas acaba sendo absolutamente fatal para uma empresa."Ou seja, para ter sucesso você precisa decidir e agir. E assim como a tartaruga que só avança quando coloca seu pescoço para fora, decidir significa arriscar-se.Agora vejamos: quantas adversidades você encontra por dia? Segundo uma pesquisa americana que li recentemente, dez anos atrás eram 7. Cinco anos atrás eram 13. Este ano? 23, incluindo desde engarrafamentos no trânsito até colegas que não cumprem o prometido. O mundo está ficando mais complicado e estressante, e nem todo mundo está conseguindo agüentar confortavelmente esse ritmo.Surgiu então uma nova expressão que pode determinar com muito mais precisão o sucesso de uma empresa ou profissional. Mais importante do que o frio e racional QI (Quociente de Inteligência). Mais direto e eficaz do que o melado psicológico do QE (Quociente Emocional). É o QA – Quociente de Adversidade, uma forma de explicar porque muitas vezes a persistência tem mais valor do que o talento.A expressão QA foi criada por Paul Stoltz, consultor da Peak Learning, que entrevistou mais de 100.000 pessoas para determinar porque algumas subiam na vida e outras não (e porque alguns empreendedores faliam e outros davam certo). Depois de anos pesquisando e analisando, Stoltz dividiu as pessoas em 3 grandes grupos profissionais: os escaladores, os que acampam e os que desistem.Escaladores são aqueles que procuram desafios. Eles recusam-se terminantemente a serem insignificantes. O que eles fazem, e são, é a coisa mais importante em suas vidas. Empreendedores e vendedores são tipicamente escaladores. São 10% da população. Para eles, vale a máxima de Anaïs Nin: "A vida se expande ou contrai de acordo com os riscos que tomamos".
Os desistentes são aqueles que odeiam riscos – fazem qualquer coisa em busca da segurança. Levam ao extremo uma das principais características humanas, que é o da resistência a abrir mão do conforto, não importa qual seja o preço pago. Quem é o exemplar típico dessa antipatia ao risco? Funcionários públicos e acadêmicos em geral (professores). São 10% da população.
No meio temos os campistas: os que vestem a camisa, mas não muito. Para este tipo de pessoa, a qualidade do cafezinho servido na empresa é muito mais importante do que se ela está dando lucro ou não. Em caso de risco, ficam em cima do muro. São os 80% restantes da população.
Já dizia um ditado romano: Audentis fortuna juvat (a Fortuna ajuda os bravos). Assim como um boxeador descomunalmente forte pode ser facilmente nocauteado por ter um ‘queixo de vidro’ (como o Maguila, por exemplo), qualquer empresário ou profissional que realmente queira alcançar o sucesso terá que aprender a lidar com risco e fracasso. Todo mundo é valente quando o inimigo está longe, e existem momentos na vida de uma empresa em que somente a coragem e dedicação total, independente de contratempos e adversidades, faz com que ela sobreviva. É quase uma questão de fé, uma missão pessoal. Gente com QA baixo nunca vai ter a determinação necessária para sobreviver numa situação como essa. Traduzindo em bom português, e perdoe-me a expressão, é uma questão de quanta porrada você agüenta levar.A mídia tem feito parecer que o sucesso é cada vez mais fácil e que está ao alcance de todos. É uma visão enganadora e distorcida. Teremos em breve uma sucessão de quebras no mundo virtual que terá um custo pessoal muito grande para os empreenderes despreparados que entraram nessa onda virtual de dinheiro ‘fácil’. Muitas dessas quebras podem ser diretamente vinculadas ao baixo Quociente de Adversidade dos seus empreendedores, já que na verdade muitos deles arriscavam o dinheiro de outros. Achando que seria fácil, são nocauteados por uma conjunção implacável de anemia psicológica, miopia empresarial e um fluxo de caixa hemorrágico.O Quociente de Adversidade está baseado na forma como percebemos e lidamos com desafios. Pessoas com um maior senso de controle geralmente tem QA's maiores. Elas não culpam os outros por problemas que surgem, e assumem a responsabilidade pela sua resolução. E não vêem contratempos como uma mancha no seu currículo. Em outras palavras, escaladores pensam que problemas ocorrem por força das circunstâncias, e não pelo seu caráter pessoal. Finalmente, pessoas com altos QA's acreditam que os problemas que enfrentam são limitados na profundidade e duração (Isto também passará), o que permite ações rápidas e eficazes.O segredo está em ter o máximo possível de talentos escaladores na sua empresa e, principalmente, conscientizar os campistas de que é preciso enfrentar riscos se quisermos crescer. Só não pode fazer como Samuel Goldwyn, o lendário dono dos estúdios MGM, que certa vez reuniu sua equipe e disse: "Quero que vocês sejam totalmente honestos e critiquem o que eu estou fazendo, mesmo que isso lhes custe o emprego".Resumindo: quer ganhar dinheiro? Coloque a cara para bater – e agüente. É arriscando-se que se constróem coisas de valor, e são essas as pessoas que depois a mídia usa para mostrar como é fácil alcançar o sucesso. Como disse Mark Twain, "coragem é a resistência ao medo, controle do medo – não a ausência do medo".
Raúl Candeloro,Autor dos livros Venda Mais e Negócio Fechado, é palestrante, editor da revista Técnicas de Venda e responsável pelo site VendaMais http://www.vendamais.com.br/ candelo@zaz.com.br

Inteligência Espiritual por Raul Cadeloro



Primeiro veio o QI (Índice de Inteligência), depois veio o QE (QuocienteEmocional), popularizado por Daniel Goleman. Agora Danah Zohar criou oconceito de Inteligência Espiritual - como as pessoas usam significado,visão e valores para pensar e decidir.Zohar, formada pelo MIT e Harvard e diplomada em Física, Filosofia eReligião, defende a separação entre estes três conceitos:a) Inteligência 'intelectual' trata do que pensamos.b) Inteligência emocional trata do que sentimos.c) Inteligência espiritual trata de quem somos.Esta última inteligência é que mais nos diferencia de máquinas, computadorese outros animais, porque é a que nos dá o senso de propósito, valor esentido na vida. Mais e mais empresas têm buscado Zohar para ajudá-los aalinhar a missão e os valores da empresa com os valores da equipe defuncionários e da sociedade em que vivemos. Esse alinhamento produzresultados fantásticos, com funcionários e clientes muito mais satisfeitos,pois sentem que participam de algo maior do que um mero empreendimentocomercial (muitas vezes visto como puramente mercenário).Zohar tem 12 princípios para ajudar nesse aprimoramento da inteligênciaespiritual e do seu alinhamento com os valores das pessoas:. Auto-conhecimento: No que acredito? Quais são meus reais valores? O querealmente me motiva?. Ação baseada em visão e valores: Agir conforme seus princípios, respeitarsuas crenças mais profundas e viver de acordo com isto, em todos ossentidos.. Uso positivo da adversidade: Habilidade de aprender com os erros. Crescere aprender com a adversidade e o sofrimento.. Holístico: Habilidade de reconhecer padrões, relacionamentos, conexõesmaiores. Analisar e procurar compreender o todo e não apenas as pequenaspartes. Sentir que pertence a algo maior.. Compaixão: Empatia com tudo e com todos. Procurar entender e analisar osângulos antes de decidir.. Celebrar a diversidade: Respeitar e estimular as pessoas pela suasdiferenças, não apesar delas.. Independência: Capacidade de resistir à maioria e ter idéias e opiniõespróprias.. Curiosidade: Fazer muitas perguntas para aprender, descobrir, chegar aofundo das questões mais importantes.. Reposicionar: Habilidade de dar um passo para trás e reposicionar umproblema ou desafio. Procurar a resposta certa, não a mais fácil. Analisar ocontexto do desafio da forma mais ampla possível.. Espontaneidade: Viver o hoje, aproveitar o agora.. Vocação para servir: Ouvir o chamado para respeitar o próximo, dar devolta, deixar melhor do que quando chegou.. Humildade: Entender sua posição no mundo, suas próprias limitações e comotrabalhar em equipe para obter resultados extraordinários através dasinergia com outras pessoas.Pessoas e empresas que respeitarem estes 12 princípios terão alcançado algomuito mais valioso do que clientes satisfeitos, lucros maiores oudiferenciais competitivos. Estarão ajudando a mudar o mundo para melhor.Mais: estarão vivendo uma vida de propósito, dando-lhe sentido e cumprindosua missão. Afinal de contas, é para isto que estamos aqui.


Raúl Candeloro é colunista do Empregos.com.br, palestrante e editor dasrevistas VendaMais®, Crescimento Pessoal & Motivação® e Liderança®, além deautor dos livros Venda Mais, Correndo Pro Abraço e Criatividade em Vendas.Formado em Administração de Empresas, é responsável pelo site VendaMais eGestão em Vendas.

10/07/2007




10 Sugestões para a felicidade

1º Não se preocupe De todas as atividades humanas, preocupar-se, é a menos produtiva.

2º Não se deixe dominar pelo medo A maior parte das coisas que tememos nunca acontecem.

3º Não guarde rancorEle é uma das cargas mais pesadas da vida.

4º Enfrente um problema de cada vezSeja como for, só poderá tratá-los um por um.

5º Não leve os problemas para camaSão maus companheiros do sono.

6º Não compre os problemas dos outrosEles podem lidar com eles melhor do que você.

7º Não reviva o passadoEle já passou. Concentre-se no que se passa na tua vida e seja feliz agora.

8º Seja um bom ouvinteSó quando escutar, obterás idéias diferentes das tuas.

9º Não se deixe abater pela frustraçãoA autocompaixão só interfere com as ações positivas.

10º Contabilize todas as coisas boasMas não esqueça as pequenas.Muitas coisas boas pequenas, fazem uma grande.

08/07/2007


A criatividade na resolução de conflitos

Maria Inês Felippe

"A oposição dos contrários é condição da transformação das coisas e, aomesmo principio e lei". Heráclitos de Ëfeso

O conflito pode ser comparado com a evolução da espécie, aqueles quesobrevivem são os que vão se adaptando ou transformando-se.Empresa é um lugar privilegiado de conflitos pessoais, profissionais deinteresses, ideologias, assim como atender clientes e negociar.As crises existenciais percorrem a nossa vida desde o nascimento, infância,adolescência, juventude, na fase adulta, nos relacionamentosinterpessoais, na escolha da profissão, aposen- tadoria, etc.Onde há problemas há também oportunidades escondidas.Agora podemos perceber o conflito como risco ou oportunidade e que exige denós uma atitude pró-ativa, levando por terra o ditado popular " depois datempestade vem a bonança".A falta de imaginação atua como responsável e geradora de conflitos, onde aspartes se recusam a imaginar o que os outros podem fazer, pensar ou sentir.As pessoas agem como se desconhecessem as diferenças.Somente escutar as pessoas não garantem a sua resolução , entender etrabalhar questões da diversidade passa a ser fundamental para umaadministração moderna. Quando falamos de diversidades não estamos referindoa de raça, sexo e religião, diferenças no mesmo nível hierárquico, mas comoforma de pensamento , ideologias e em todos os níveis hierárquicos tantohorizontal como vertical.O silêncio poderá ser uma grande fonte de indicativo de conflitos, suaresolução poderá se dar através da negociaçãoNegociar é alcançar objetivos através de um acordo em situações que ocorrempensamentos divergentes e convergentes, faz parte da nossa vida desde ospovos primitivos. Viver é negociar.Exercícios de pensamento lateral, técnica de solução criativa de problemaspoderá facilitar no ato de resolução do conflito.A criatividade no processo de resolução de conflitos favorece aflexibilidade, melhor aproveitamento da diversidade e conciliação desituações opostas, encarando e conduzindo a negociação a favor de ambas aspartes.Ela favorece enxergar o que todos enxergam, mas visualizando coisasdiferentes, transformando riscos em oportunidades, identificando algo a maisdo que o cotidiano, favorecendo contornar objeções, agindo proativamente.A pessoa pró-ativa e criativa possui uma postura sempre firme em relação aosdiversos problemas que enfrenta, não só no mundo corporativo, como tambémdiante da vida, ela não quer fazer parte do problema, mas sim da solução.Considerando a economia globalizada em que vivemos cada vez mais temos depensar criativamente e agir estrategicamente.Cabe ressaltar:É uma questão do ponto de vista, podemos perceber o conflito como algo:

· Destrutivo

· Construtivo: Tirando proveitoTransformando negativos em positivos

· Tomada de decisão

· Crises e oportunidades

· Diversidade como geração de idéias

· Solução, evolução

· Fator de liderança

· Fator de negociaçãoIdentificando· Descomprometimento

· Erros e quebras excessivas

· Atrasos

· Discórdias, guerra

· Individualismo

· Problemas sem solução

· Valorização e desvalorização

· Procrastinação

· Fantasma do passado

· Carga mental

· Solidão

· Silêncio

O QUE FAZER?
"Os conflitos sociais são motor de progresso e a mola propulsora dodinamismo. A imaginação e a inovação nascem da tensão e do conforto e não deuma unanimidade artificial" Alaim Duhamel
Já que todos os problemas são solucionáveis é importante que sejam bemdefinidos, procure idéias e resolva criativamente.Temos que ter cuidado na resolução dos conflitos para não gerar outros, oque percebemos é que por alguma razão, parece que a natureza humana exigeque as pessoas ajam rapidamente, quando enfrentam um problema.Quando surge uma dificuldade, buscam a resolução sem clarificar ou analisaro problema, como conseqüência não se resolve os problemas ou se resolveequivocadamente, causando assim outros problemas, provocando o sentimento defrustração

A arte de dominar idéias

por Reinaldo Passadori


Problemas na comunicação podem gerar um monstro, que precisa ser domado aqualquer custo, para o pleno sucesso de colaboradores e organizaçõesVendas perdidas, negociações mal sucedidas, treinamentos ineficientes,discursos sonolentos e mal elaborados -des-perdiçando o tempo das pessoas-,discussões, boicotes, brigas e desentendimentos entre as pessoas de um modogeral, quer seja em relações profissionais, familiares ou sociais.O mundo como um todo seria muito melhor se as pessoas conseguissem secomunicar melhor. Sem perceber, muitos dos problemas comuns que ocorrem nasrelações interpessoais acontecem justamente por problemas de comunicação.Antes de falar sobre esses problemas, quero propor uma reflexão sobre umapremissa básica no processo da comunicação: a comunicação não é o que eufalo; é aquilo que chega.Somos, por excelência, exímios interpretadores de tudo o que acontece. Fazparte da natureza humana, tanto que avaliamos, ponderamos, julgamos,comparamos com a nossa escala de valores tudo o que percebemos, vemos eouvimos. Gostamos ou não gostamos, achamos simpático ou antipático,consideramos agradável ou desagradável, interessante ou indiferente. Fazemosisso o tempo todo.Por essa razão, se desejamos de fato nos comunicar com outras pessoasprecisamos, constantemente, exercitar a arte da empatia, que é a capacidadede nos colocar no lugar da outra pessoa, entender o seu estado de espírito,seu momento psicológico, seu nível cultural, suas crenças, seus apelosemocionais. Além disso, precisamos resolver os nossos problemas decomunicação e, posso afirmar com segurança, que são muitos.Apresentarei de maneira resumida os problemas mais comuns que coletamos aolongo de 15 anos ajudando as pessoas a resolverem as suas dificuldades decomunicação e a proposta é gerar um questionamento para que você possa fazeruma auto-análise e ao identificar-se com alguns desses problemas, possaprocurar algum tipo de solução, pois se existirem poderão impedir uma melhordesenvoltura no cenário pessoal e profissional.Para facilitar a auto-análise, apresentaremos esses problemas subdivididosem três blocos distintos, a saber: a) psicológicos; b) físicos e c)técnicos.a) PsicológicosMedoMedo de tudo, de ser mal sucedido, de errar, de não ser compreendido, defalhar, de não conseguir dar o recado, de denegrir a sua própria imagem, dedar a dor de barriga que você teve há 10 anos, enfim muitos medos. Seanalisarmos bem, na verdade, não vamos encontrar muitas razões para essesmedos, pois na maioria são imaginários e não reais. O principal medo, noentanto, que pode ser uma síntese de todos esses, é o "Medo de falar empúblico".Excesso de preocupaçãoAlgumas pessoas são preocupadas demais. Existe um lado positivo napreocupação relacionado à preparação, ao planejamento, à organização do queiremos realizar. Só que temos uma voz interior e se não a soubermoscontrolar, nos perdemos. Essa voz começa a perguntar assim: E se eu falhar?E se perguntarem algo que eu não sei? E se entrar o diretor enquanto euestiver falando? O interessante é que as respostas a essas perguntas tendema ser negativas, gerando um pessimismo e neutralizando as forças de energiapositiva e de entusiasmo, minando as resistências da pessoa, gerando umagrande possibilidade de fracasso.Baixa auto-estimaHá um pensamento muito famoso, atribuído a Henri Ford, que diz: "Se vocêacha que pode ou se acha que não pode, em ambos os casos você está certo".Em outras palavras, se você acredita no sucesso do seu esforço ou seacredita no insucesso, em ambos os casos você também está certo. Podemosoptar em sermos otimistas ou em sermos pessimistas e até essa atitude dianteda vida ou das situações pode ser treinada e desenvolvida. A natureza, nasua complexidade e, ao mesmo tempo simplicidade nos dá uma grande liçãoquando nos mostra que colhemos aquilo que plantamos, ou seja, um pessimistairá falar mal de si mesmo, denegrindo a sua própria imagem, evidenciando asua impotência e a sua incapacidade. É óbvio que colherá dó e pena daspessoas. Por outro lado, uma pessoa de bem com a vida e consigo mesma,entusiasta e otimista, irá irradiar uma energia positiva e atrairá para siaquilo que plantou, ou seja, estímulos positivos, energia boa, pessoas quefuncionam nessa mesma faixa de freqüência.b) FísicosVoz fracaVolume baixo, onde a voz é quase inaudível.LinearidadeA fala mantém um tom monocórdio, gerando sonolência e desatenção daspessoas.Dicção ruimDificuldade de pronúncia, onde os sons não são claros e a compreensão ficaprejudicada.Velocidade excessivaA pessoa atropela as palavras, além de dificultar o entendimento das idéias.Velocidade lentaTalvez pior ainda do que a velocidade acelerada. Ficamos impacientes,querendo ajudar a pessoa que está falando, também gerando desinteresse.Ausência de teatralizaçãoOu seja, a pessoa que fala nada expressa além do conteúdo e sabemos que tãoou mais importante do que o conteúdo é a forma de falar. Um bom exemplodisso é a pessoa falando algo alegre com uma voz triste ou melancólica.NasalaçãoOnde os sons são excessivamente anasalados, tornando feia a fala.Ausência de pausasAs pausas servem para facilitar a compreensão do ouvinte, dar belezaestética e também para que o apresentador possa melhor concatenar as suasidéias. A ausência de pausas torna a fala inadequada e distrai a atenção dosouvintes.Ausência de gestosAlgumas pessoas colocam as mãos atrás ou na frente do corpo ou ainda nacintura (tipo açucareiro), cruzam os braços ou enfiam as mãos nos bolsos enão fazem gestos. Uma gesticulação adequada reforça o conteúdo da fala.Postura inadequadaPensando na posição dos pés, podemos fazer uma analogia com o relógio.Existe a posição "quinze para o meio dia", "meio dia e quinze" e "dez paraas duas". São inadequadas, desviam a atenção dos ouvintes e geram certadeselegância.Olhar perdidoHá aqueles que olham para cima ou para baixo ou apenas para algumas pessoas.O ideal é que se olhe nos olhos das pessoas, envolvendo-as plenamente.Aparência deseleganteUm toque de classe, de sensibilidade, de bom senso e de bom gosto nunca édemais. Só que algumas pessoas exageram no contrário, ou seja, são relaxadasmesmo, desde uma roupa suja ou um sapato sem graxa e malcuidado até desleixoem detalhes de asseio e aparência corporal.c) TécnicosDesorganização de idéiasToda apresentação deve ter uma estrutura, ou seja, um objetivo, um começo,um meio e um fim. Há pessoas que começam pelo meio, terminam pelo começo edesenvolvem aquilo que deveriam deixar para o final. É necessário aprender edesenvolver apresentações estruturadas e organizadas.Vícios de linguagemOu seja, excesso de "nés", "tás", "certos", "percebes", "aaaa...", "eee...".A audiência fica contando quantos desses vícios ocorreram e deixa de prestaratenção no conteúdo da fala.Dificuldade de vocabulárioÉ até comum a pessoa querer dizer alguma coisa, ela tem a idéia na cabeça,mas não consegue encontrar rapidamente a palavra para externar essepensamento.Inadequação no uso de Recursos AudiovisuaisTransparências ou lâminas excessivamente carregadas, muitas informações deuma só vez, cores e contrastes de mau gosto, ilegibilidade, falta de clarezaou adequação em relação ao conteúdo.Em síntese, essas são as dificuldades mais comuns que temos observado emsala de treinamento. Além destas, inúmeros outros pequenos problemas, desdeprolixidade, excessiva objetividade, postura arrogante ou prepotente ou, aocontrário, humilde demais.O que julgo importante, ao fazer uma análise sobre os problemas decomunicação, é que a parte mais difícil é justamente a descoberta destesproblemas, pois a solução é relativamente simples, dependendo apenas dedestreza experimental e orientação adequada. Descubra, portanto, quais sãoas suas dificuldades de comunicação, invista na sua solução e esteja certode que sua vida será bem melhor.

O autor é presidente do Instituto Passadori e especialista em Comunicação

07/07/2007


A difícil arte de escutar

Louis Burlamaqui


Escutar ou ouvir. Esta é uma boa maneira de começarmos a entender esta tãoimportante arte do ser humano. O ouvir está ligado aos ouvidos, a capacidadede pôr os ouvidos funcionando. O surdo não ouve. O ouvir é a capacidade deperceber sons. Já o escutar requer algo maior, é a arte de sentir,interpretar, entender o que você ouviu.Quantas vezes você já não viu a frase "eu te disse isso várias vezes, masvocê não escuta"? O que ela quer dizer? Ela diz que você ouve, mas que asidéias não entram em sua mente. Quantas vezes estamos discutindo com umapessoa e, quando ela põe seu ponto-de-vista, nas primeiras palavras jápercebemos ou imaginamos o que vai dizer e começamos a preparar nossaresposta? Nesta situação não estamos escutando para entender, mas sim pararesponder.Enquanto estivermos armados, nunca escutaremos. Escutaremos apenas o quequeremos, o que demonstra nossa insegurança e fragilidade de ver sob oponto-de-vista de outra pessoa. Por que deveríamos então escutar as pessoas?Primeiro porque todas as pessoas adoram quem as escuta e segundo porquesempre aprendemos alguma coisa.Agora precisamos entender quais são os níveis de escutar que devemosaprender a trabalhar em nossas vidas. O primeiro nível é ignorar. Nósprecisamos aprender que em determinados momentos precisamos ignorar o queestamos escutando. Até pelo nosso bem-estar. Algumas coisas são ofensivas edescartáveis para serem escutadas.Outro nível é escutar seletivamente, ou seja, ter a capacidade de extrairapenas as informações mais importantes que a outra pessoa coloca. O nívelseguinte é escutar atenta e empaticamente. Este nível requer uma capacidadede entrar no mundo do outro e compreender sob seu ponto de vista.Qual é o grande desafio para quem quer adquirir a habilidade no ato deescutar: saber usar o nível certo na hora certa. Pois algumas pessoasignoram quando precisariam ser empáticas, são seletivas quando precisariamfingir, e assim acontecem as distorções sucessivamente.O nível mais difícil e importante para o exercício de aprendizagem,liderança e habilidades interpessoais é o atenta e empaticamente. Por que?Simplesmente porque este nível requer que, quando escuta, você esqueça o quepensa, abra mão de julgamentos, tenha capacidade de entrar no mundo do outroe interaja com total interesse.Escutar não é uma tarefa fácil, muitos pensam que escutam e na verdade poucoescutam. Se você se interessa em desenvolver esta difícil e importante arte,lanço para você o primeiro passo: quando estiver com as pessoas, pare emalguns momentos e observe-as, perceba o que estão dizendo "por trás" daspalavras, perceba suas expressões, corpo, postura e mãos. Esqueça de você edo que pensa neste momento. E para avançar, seja curioso, faça perguntas quenunca fez antes e que revelem coisas novas sobre as pessoas.Desta forma, você descobrirá muitas coisas que não percebia antes. Escutar éreceber. Se sabe escutar, sabe receber sabedoria e informação. Quem temsabedoria e informação, normalmente sabe o que falar. Portanto, a boa escutaprecede a boa comunicação e é uma arte básica para os dias de hoje.

Louis Burlamaqui é administrador de empresas, especialista em comportamentoorganizacional e business plan.

04/07/2007

O compromisso com a excelência por Bruno Krug


O compromisso com a excelência não é apenas o de ter uma empresa organizada,limpa, enxuta e lucrativa, tampouco é apenas atender bem os clientes, saldaros compromissos ou algo similar. Compromisso com a excelência é tudo isto emuito mais: é uma questão de ter valores elevados levados à sério, umaatitude estratégica, e um compromisso pessoal de fazer acontecer. É tambémuma questão de possuir profissionais competentes, motivados e atenciosos,produtos e serviços que cumprem o que prometem, excelência no atendimento,na gestão de pessoas, na liderança e muito mais.Compromisso com a excelência é antes de tudo uma visão motivadora queinspira aos que ali trabalham a buscar a excelência em tudo o que fazem, bemcomo em suas relações com os demais, sejam eles colegas, superiores,clientes, acionistas ou outros. Não devemos confundir a busca da excelênciacom definições bonitas de visão, missão e objetivos, por mais que isto sejamuito importante quando feito com seriedade e desejo de melhorar mais aindaa organização. Mais importante do que estes conceitos, é ter capacidade deconseguir promover uma mentalidade e gerar sentimentos que levem ao realcomprometimento das pessoas envolvidas, pois com certeza são elas que vãofazer a real diferença entre um trabalho, produto ou serviço comum, normalou de excelência, e fazer isto é no mínimo função de todos aqueles queexercem alguma liderança na organização, seja ela oficial ou não.Este processo de transformação deve começar com cada um de nós,principalmente com aqueles que tem a capacidade de influenciar as pessoas,que mobilizem seus corações e mentes em busca de algo maior, mais elevado egrandioso. A busca da excelência deve ser uma força mobilizadora poderosa,que faça cada pessoa se superar constantemente em suas atitudes e suasações, gerando resultados que agreguem e satisfaçam plenamente todosenvolvidos.Deve-se lutar acima de tudo contra a mediocridade, o conformismo e onegativismo, inimigos diretos da inovação e da excelência. Lembre-se que asempresas podem ser pequenas, mas a mente das pessoas que ali trabalham devemser grandiosas, visionárias e ousadas. Quando as pessoas sonham juntas eseus sonhos são estimulantes, com certeza estas pessoas farão coisasextraordinárias e isto fará a grande diferença não só nas empresas quetrabalham, mas também na vida daqueles que convivem com eles e na suacomunidade.Para isto é preciso que pessoas assumam a liderança, criem propósitos,compartilhem objetivos e contribuam com o trabalho e a vida dos demais.Pessoas assim lideram efetivamente, pois são exemplos vivos de determinação,dedicação e positividade na ação. Devem respeitar cada ser humano, mesmo quediscordando de suas idéias e comportamentos, e precisam estabelecer as metasjuntamente com suas equipes, pois somente assim terão o comprometimento dosmesmos na busca da excelência.Assim, na medida em que a empresa possui líderes que motivam a busca daexcelência, ela também passa a satisfazer mais seus clientes, e pode ganharmais dinheiro, se manter mais segura no mercado, pagar melhor seusfuncionários, contribuir mais com a comunidade e saber que realizou suamissão. Isto tudo porque houve um verdadeiro comprometimento com a busca daexcelência, com seus clientes e colaboradores.Bruno Krug é consultor empresarial.

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