21/03/2015

A bomba d'água. Leia


Certo homem, perdido numa região desértica, prestes a morrer de sede, encontra uma cabana desabitada.
No quintal, uma bomba d’água, velha e enferrujada.
Imediatamente ele começou a bombeá-la, mas a água não jorrou.
Desapontado, sentou-se. Só então viu ao lado da bomba uma garrafa d’água, com um bilhete colado sobre rótulo:
“Você precisa primeiro preparar a bomba com TODA a água desta garrafa, meu amigo: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir.”
A garrafa estava quase cheia e ele, de repente, se viu num dilema:
Se bebesse a água “velha” e quente da garrafa talvez sobrevivesse, mas se a colocasse naquela bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca. Mas, talvez não.
Com relutância, despejou a água na bomba.
Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear. E a bomba começou a chiar. E nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então surgiu um fiozinho de água; depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância!
Bebeu até se fartar. Encheu a garrafa novamente e acrescentou uma pequena nota ao bilhete:
“Creia-me, funciona! Você precisa dar TODA a água antes de poder obtê-la de volta!”
Quem quiser salvar a sua vida por amor de mim perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
(Mateus 16.14)

PONTO DE DECISÃO.

Assista...
Cuide do seu casamento, o alvo do inimigo são as famílias, muitos casamentos acabam por negligência do próprio casal, não trate seu cônjuge como algo descartável, Deus ama o matrimônio, faça sua parte, cultive, mude de atitude, comece por você, não coloque a culpa no outro, comece você a tomar a atitude, coloque Jesus novamente no centro do seu relacionamento, peça a Ele a sabedoria.
Que Deus renove hoje os casamentos, que renove o amor, o carinho, o respeito, a amizade, o desejo, a cumplicidade, que Jesus seja o centro e nada se abalará... O diabo não deixa pra amanha pra destruir sua vida, ele não perde tempo, então comece hoje uma mudança de vida, Deus vai te honrar!! E você que ainda não casou, ore desde já pelo seu casamento, ele vai ser benção em sua vida, mas lembre-se que é preciso renúncia, que é preciso lutar por algo realmente abençoado, não aceite coisas meia boca, não aceite nada menos do que alguém que te aproxime mais de de Deus, se não é assim não é de Deus pra sua vida, Deus nunca iria mandar alguém que te afastasse dEle, então abra os olhos e peça sabedoria a Deus, não case de qualquer jeito, limpe seu altar, limpe suas vestes, que seja benção o casamento em sua vida!! Deus abençoe você!
Filme: PONTO DE DECISÃO.
Assistam vale a pena.

"Os quatros filhos."


Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas muito rapidamente. Então, ele mandou cada um de seus filhos em busca de determinadas árvores de pêra que, por sua vez estavam muito distantes umas das outras.
O primeiro filho alcançou sua pereira no Inverno,
O segundo na Primavera,
O terceiro no Verão,
E o filho mais novo no outono.
Quando todos tinham ido e voltado, ele os reuniu para descrever o que viram.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era toda coberta de verde brotos e cheio de promessas.
O terceiro filho discordou: Disse que estava carregada com flores que cheiravam tão doce e eram tão bonitas, que era a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos eles, ele disse que era madura e inclinando-se com a fruta, cheia de vida e realização.
O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore. Disse-lhes que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma temporada, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todos as estações do ano estão em alta.
Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu cumprimento no verão e a beleza das folhas em queda do outono.
Não deixe que a dor de uma estação destrua a alegria de todo o resto.
Não julgue a vida apenas por uma estação difícil. Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos virão.

"O Velho do Saco."


Foi num domingo à noite, no horário do culto, que um velho mendigo postou-se à porta da igreja, maltrapilho, fedido.
As pessoas iam se desviando dele. Não lhe davam nada nem o convidavam para entrar.
Por fim, um dos porteiros o assentou na última fileira. E lá ele ficou sozinho, pois ninguém mais quis sentar-se naquele banco da igreja.
Os porteiros torciam que o pastor chegasse logo, pois não sabiam exatamente o que deviam fazer com o “Véio do Saco” (apelido que os adolescentes logo lhe deram e, do qual, os adultos riram contidamente), mas, justamente naquela noite o pastor se atrasou.
Após o período dos cânticos, um dos oficiais da igreja tomou a palavra:
- Irmãos, é chegada a hora da pregação e o nosso pastor ainda não chegou. Vamos orar, cantar mais um hino e, depois, pedir a qualquer um dos irmãos que nos traga a Palavra.
E assim se fez, porém, para surpresa e indignação geral, convidaram o “Véio do Saco”.
Mas, as surpresas não pararam por aí. Ao tomar lugar no púlpito, o mendigo, pegou uma toalha molhada no saco plástico que trazia às costas, saudou a igreja corretamente, começou a tirar a roupa suja (que até então estava escondendo um belo terno) e a limpar a “sujeira” do rosto com a toalha molhada.
E ali mesmo, diante daqueles olhos atônitos, o mendigo foi, aos poucos, se transformando, pois, na verdade, o “Véio do Saco” era o próprio pastor da igreja (que na sua mocidade tinha sido um excelente ator de teatro amador e resolvera usar sua arte para repreender a igreja).
- A Bíblia nos ensina a amar o próximo. A estender a mão para o aflito e o necessitado. Há meses eu venho ensinando isso para vocês, mas, até hoje, não percebi nenhuma mudança em suas atitudes. Que mérito há em cumprimentar somente os amigos? Que valor há em abraçar somente os irmãos? Todos vocês passaram por mim e nem sequer deram-me um mísero “Boa-noite”. Por que? Por causa das minhas roupas? Do cheiro?
- Não é este “evangelho” que eu tenho lhes ensinado. O Evangelho que eu anuncio é poderoso para transformar qualquer pessoa. Eu creio que qualquer mendigo de rua, pelo poder de Deus, em Cristo Jesus, pode ser transformado no futuro pastor desta igreja.
"Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor."
(II Coríntios 3.18)

"O Que esta oculto, vem a tona".




Conta-se de um evangelista que se deparou com um sujeito que veementemente negava ser um pecador.
Ele escapulia de todas as tentativas do homem de Deus de convencê-lo de seus erros:
- Eu sou um bom pai, um bom marido, um bom vizinho, um bom cidadão. Sou honesto e trabalhador. Cumpro minhas obrigações. Não tenho do que me arrepender!
Em dado momento da conversa, o Espírito Santo sussurou no ouvido do evangelista:
- Pergunte para ele sobre o biscoito.
Assustado, em pensamento, o crente questionou o Espírito Santo:
- Biscoito? Que é isso meu Senhor? E a voz do Espírito repetiu-se:
- Obedeça-me. Pergunte-lhe sobre o biscoito.
- Então, você não tem mesmo nenhum pecado?
- Não, sou um homem correto. Não tenho do que me arrepender!
- Bem, Deus manda-me fazer-lhe uma perguntar esquisita, eu não sei o que é, mas creio que você deve saber. O Espírito Santo de Deus pergunta: E o biscoito?
Uma facada no estômago não teria lhe causado dor maior. O homem se contraiu todo, lágrimas abundantes correram por seu rosto e ele começou a soluçar:
- Bis-coito, que bis-coito?
E o evangelista repetiu a pergunta. E o homem levou outro choque, ainda maior. E soluçava mais ainda:
- Que bis-coi-to? Que bis-coi-to?
Depois que conseguiu se acalmar, contou para o evangelista que quando ele era criança sua família era muito pobre e sua mãe mantinha os biscoitos à chave, pois a provisão devia durar um mês inteiro. Mas ele sabia onde a mãe escondia a chave e a pegava escondido, comia os biscoito e tornava a colocá-la no lugar.
Um dia, desconfiada, sua mãe reuniu os filhos e “apertou-os”, tentando descobrir o que estava acontecendo. Seus irmãos juraram para ela, às lagrimas, que não tinham nada a ver com isso. E ele não só negava ter sido o autor do roubo como ainda acusava seus irmãos e os xingava de falsos e fingidos.
Anos depois, sua mãe veio a falecer e ele nunca teve coragem de confessar o seu pecado. Até aquele dia.

Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
(I João 1.10)

"O Preguiçoso".


Era uma vez um sujeito tão preguiçoso, tão preguiçoso, mas tão preguiçoso, que pediu que os moradores do vilarejo o enterrasse vivo, pois ninguém mais queria lhe dar comida e ele não ia mesmo trabalhar, nem por força de lei.
Enquanto seguia o “funeral”, passou um homem em sua montaria e, ao dar uma espiada no “morto”, quase caiu do cavalo, ao vê-lo se mexer.
- Parem o enterro, este homem ainda está vivo, gritou ele.
Pararam o cortejo e contaram ao cavaleiro o motivo daquela esquisitice toda. Comovido com a situação do preguiçoso, propos-se a lhe ajudar:
- Saia deste caixão, homem de Deus, eu lhe dou um saco de feijão.
- Feijão crú ou cozido? Perguntou o “defunto”.
- Claro que é crú, homem, é pra você plantar e recomeçar a vida.
O preguiçoso pensou, pensou, pensou e ordenou:
- Toca o funeral!
Se alguém não quer trabalhar, também não coma.
(II Tessalonicenses 3.10)

"Quantidade ou Qualidade?"


Veja esta bela lição:
Correu na floresta um boato de que muitos caçadores iriam atacar. Cada animal tratou de se preparar para a sobrevivência, treinando suas competências naturais.
À noite, o pássaro, o coelho, o peixe e o pato reuniram-se para
conversar:
O pássaro disse:
- Estou na minha melhor forma! Nenhum caçador conseguirá me pegar.
Estou voando como um avião!
O coelho disse:
- Estou correndo mais do que um recordista olímpico. Ninguém consegue me pegar!
O peixe disse:
- Ninguém sabe nadar melhor do que eu. Jamais me pegarão.
O pato, com arrogância, interrompeu:
- Como vocês são limitados! Eu faço as 3 coisas: voo, corro e nado.
Haha! Ninguém me pega!
Chegam os caçadores. O pássaro, o coelho e o peixe conseguem escapar.
Mas o pato, que tinha todas as habilidades em potencial, mas não se dedicou a desenvolvê-las e fortalecê-las, foi o jantar dos caçadores.
Moral da história: Aprimore suas habilidades. Não é a quantidade que faz a diferença, é a qualidade delas!

O caso do Abacaxi


João trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.
Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:
– Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Juca, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu e foi promovido para um cargo superior ao meu.
– João, foi muito bom você vir aqui. Antes de tocarmos neste assunto, tenho um problema para resolver e gostaria de sua ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
A contra gosto e até um tanto indignado pelo estranho pedido, o funcionário foi e voltou quase uma hora depois, pois havia aproveitado para fumar, tomar café na padaria da esquina e conversar com conhecidos que passavam.
Retornou e foi à sala do patrão:
– E aí João?
– Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
– E quanto custa?
– Isso eu não perguntei, não.
– Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?
– Isso também eu não perguntei.
– Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
– Não sei, não…
– Muito bem, João. Sente-se nesta cadeira e aguarde um pouco.
O patrão pegou o telefone e mandou chamar Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:
– Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.
Juca partiu para cumprir a missão e, em oito minutos, voltou.
– E então? Indagou o patrão.
– Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para o nosso pessoal. Se o senhor preferir tem também laranja, banana e mamão. O abacaxi custa R$1,50 cada, a banana e o mamão são R$1,00 o quilo, e a laranja R$20,00 o cento. Mas como eu disse que a compra seria grande, eles me deram 15% de desconto. Aí, aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo – explicou Juca.
Agradecendo as informações o patrão dispensou-o. Voltou-se para João que permanecia sentado ali e perguntou-lhe:
– João, o que era mesmo que você estava me dizendo?
– Nada sério, não, patrão. Esqueça. Com licença.
E João deixou a sala.
Moral da história: Hoje, se quisermos ir mais longe, não podemos nos acomodar.
Não se acomode. Tenha paixão! Agarre toda a tarefa com unhas e dentes e faça o melhor possível. Não esqueça: não há tarefa chata; chato é não ter tarefas.

"Casca ou Miolo?"


Um casal tomava café no dia das suas bodas de ouro. A mulher passou a manteiga na casca do pão e deu para o seu marido, ficando com o miolo.
Pensou ela:
- Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais meu marido e, por 50 anos, sempre lhe dei o miolo. “Mas hoje quis satisfazer o meu desejo”.
Para sua imediata surpresa o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:
- Muito obrigado por este presente, meu amor.
Durante 50 anos, sempre quis comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, eu jamais ousei pedir!
Moral da história:
1. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe.
2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você.
3. Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.
4. Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também para pais e filhos, amigos e mesmo no trabalho.
Diálogo, franqueza com delicadeza são sempre o melhor remédio.

I Coríntios,12: 12 e 15.

Conta-nos uma antiga parábola que, certo dia, um alfinete e uma agulha encontraram-se numa cesta de costuras. Estando os dois desocupados, começaram a discutir, porque cada um se considerava melhor e mais importante do que o outro:
- "Afinal, qual é mesmo a sua utilidade?" disse o alfinete para a agulha. "E como pensa você vencer na vida se não tem cabeça?"
- "A sua crítica não tem a menor procedência" respondeu a agulha rispidamente. "Responda-me agora: de que te serve a cabeça se não tem olho? Não é mais importante poder ver?"
- "Ora, e de que lhe vale seu olho se há sempre um fio impedindo a sua visão?" retrucou o alfinete.
- "Pois fique sabendo que mesmo tendo um fio atravessando o meu olho, eu ainda posso fazer muito mais do que você."
Enquanto se ocupavam nessa discussão, uma senhora pegou a cesta de costura, desejando coser um pequeno rasgo no tapete. Enfiou a agulha com linha bem resistente e se pôs a costurar o mais rápido que pôde. De repente a linha emaranhou-se, formando uma laçada que dificultou o acabamento da costura. Apressada, a mulher deu um puxão violento que rompeu o olho da agulha.
Tendo que ultimar aquele trabalho, ela amarrou a linha na cabeça do alfinete e conseguiu dar os pontos finais; mas na hora de arrematar, a cabeça do alfinete se desprendeu. Impaciente com tudo, jogou a agulha e o alfinete na cesta e saiu resmungando.
Ambos estavam enganados: o alfinete e a agulha! Nenhum dos dois era insubstituível. Nenhum dos dois era perfeito. Nenhum dos dois era tão versátil que pudesse julgar-se com o direito de se considerar melhor do que o outro.
"Porque também o corpo não é um membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti."
I Coríntios,12: 12 e 15.

13/02/2015

CURIOSIDADES BRANCA DE NEVE A PSICANALISE POR TRÁS DA ADAPTAÇÃO


O conto “Branca de Neve” passou por diversas modificações desde que foi consolidado pelos Irmãos Grimm, algumas comprometendo a ideia inicial de ensinamento para as crianças. Além das mudanças encontradas no filme “Branca de Neve e os Sete Anões”, dos Estúdios Disney, as duas recentes adaptações “Espelho, Espelho Meu” e “Branca de Neve e o Caçador” possuem mudanças ainda mais drásticas. As análises e comparações aqui contidas tem como base o livro “A Psicanálise dos contos de fada”, de Bruno Bettelheim.
A madastra:
Essa é uma característica presente em todas as adaptações citadas. A madastra é ambiciosa, ciumenta e extremamente vaidosa. Por isso, trama acabar com a vida de Branca de Neve assim que seu espelho mágico lhe diz que a princesa tornou-se a mulher mais bonita. Pela psicanálise, é possível concluir que a madastra representa um eventual parente próximo que cultiva, por vezes inconscientemente, um ou mais sentimentos negativos pelo seu filho.
No caso do filme “Espelho, Espelho Meu”, ela não sente ciúmes do relacionamento de Branca de Neve com o rei, mas ambiciona o poder real. Contudo o sentimento negativo focado na princesa é explicito.
Em “Branca de Neve e o Caçador”, ela sente ódio de todos os homens. Ela não sente ciúmes da princesa com o rei, apenas a vê como um sangue útil no futuro. Seu objetivo é matar reis e conquistar reinos através da sua beleza.
O caçador:
Segundo a psicanalise do conto, o caçador é a figura masculina que substitui a presença do pai, representando a proteção. Contudo, não cumpre o desejo da rainha e nem concede a Branca de Neve a segurança que devia, deixando a menina na floresta sozinha.
No filme “Espelho, Espelho Meu”, o caçador não está presente. Quem é incumbido de matar Branca de Neve é um serviçal da rainha. Entretanto, como é esperado, ele não completa a missão e solta a princesa na floresta, alegando que o antigo rei sempre foi muito bondoso com ele. Do mesmo modo que o conto dos Grimm, o serviçal não mata a princesa, mas também não a protege dos perigos da floresta.
Já em “Branca de Neve e o Caçador”, o caçador possui o duplo papel de protetor e príncipe. Ele tenta abandonar a princesa diversas vezes, porém não o faz. Apresenta-se como um real companheiro, que estará lá para o que for necessário.
Anões:
É nesse momento que Branca de Neve passa a ter responsabilidades. No conto, os anões são pessoas trabalhadoras que acolhem a princesa desamparada. Segundo a psicanálise, eles representam a responsabilidade e a cautela frente aos perigos da adolescência. Isso é visível nos recorrentes pedidos que fazem à princesa para não abrir a porta para ninguém estranho enquanto eles estiverem fora de casa. No conto os anões não são caracterizados individualmente ou nomeados.
No filme “Espelho, Espelho Meu”, os anões não são trabalhadores, mas ladrões, além de possuírem nomes individuais. A ligação entre eles e Branca de Neve é bilateral, ou seja, não só Branca de Neve aprende com os anões como o inverso também acontece. Isso é mostrado no momento em que Branca de Neve concorda em ser uma ladra e juntar-se ao bando, porém a condição é que todo o dinheiro roubado seja da rainha e que retorne para o povo, este necessitado. Os anões concordam com a proposta e ensinam a princesa a lutar e se defender sozinha, o que torna a garota mais confiante de seus potenciais.
Em “Branca de Neve e o Caçador”, os anões também são ladrões e possuem nomes. A relação entre eles e a princesa é unilateral, porém ao contrário do conto: Branca de Neve é a esperança que eles encontram para salvar o reino.
Maçã Envenenada:
Segundo a psicanálise, a maçã envenenada do conto representa o erotismo, o fim da inocência e o começo da maturidade sexual. Ela é um presente da disfarçada madastra para a princesa, que cai na tentação de dar uma mordida na fruta e entra em sono profundo.
Em “Espelho, Espelho Meu”, a rainha usa de outros métodos para tentar matar Branca de Neve, como pedindo para que seu espelho mágico o faça ou através de uma fera na floresta. A maçã é a última tentativa da vilã antes do final do filme: ela entrega a fruta para a princesa no dia em que esta está se casando com o príncipe, porém Branca de Neve percebe a trama e não morde a maçã, oferecendo o primeiro pedaço para a madastra disfarçada. Essa mudança no enredo destrói a associação da fruta com o erotismo, pois a princesa já está casada no momento em que a maçã lhe é oferecida e mesmo assim não a come.
Em “Branca de Neve e o Caçador”, a maçã aparece no começo do filme, em uma brincadeira entre a princesa e seu amigo. Ele oferece a maçã para ela, porém a engana e a come. Essa cena mostra um futuro relacionamento amoroso dos dois já na infância. Depois, a verdadeira maçã envenenada é dada a princesa pela madastra, esta fantasia do antigo colega. Branca de Neve morde a maçã e morre.
Morte ou sono profundo:
A morte ou o sono profundo de um personagem dos contos de fada representam para a criança um momento em que certa pessoa está fora do caminho, porém será bem vinda em um segundo momento quando mostrar-se necessária, e é nessa situação que o personagem volta à vida. No conto, Branca de Neve entra em um sono profundo, que representa sua transferência para um estado mais avançado. Isso se comprova no momento em que o príncipe a beija e a princesa acorda, casando-se com ele em seguida. Ou seja, Branca de Neve alcança finalmente o estágio adulto.
Em “Espelho, Espelho Meu”, esse momento de sono profundo da princesa não acontece, e o beijo entre ela e o príncipe é para salvar este de um feitiço da madastra. Isso mostra que ela é muito mais independente e astúta do que a princesa do conto, portanto não passa por um processo de transformação tão denso. O único momento de retorno de personagem do estado da morte é o do rei, este transformado em uma fera e salvo pela princesa. O rei retorna justamente quando reino precisa de uma liderança, caracterizando um segundo momento.
Em “Branca de Neve e o Caçador”, a morte da princesa é um real momento de transição para ela. Foi depois de acordar com um beijo do caçador que Branca de Neve para de fugir da madastra e resolve juntar um exército para derrota-la. Essa é a cena em que a responsabilidade está fixando-se na princesa, e logo a vida adulta também: apenas ela pode matar a rainha, por isso não pode fugir do seu destino.
Conclusões finais:
As produções hollywoodianas não possuem a maioria das características do conto original, pois, na maioria das vezes, o foco desses filmes são apenas o entretenimento e o lucro. Contudo, essas duas adaptações mostram uma princesa muito menos inocente e mais corajosa e independente, características que são atualmente valorizadas nas mulheres. Esse discurso circulante da mulher independente está presente tanto na manifestação das feministas quanto na mídia atual, levando em consideração que muitas mulheres ultrapassaram a situação de donas de casa e são trabalhadoras competentes.
Em contato com os dois filmes, as meninas entendem que podem ser princesas no sentido de amáveis e bonitas, mas ao mesmo tempo também guerreiras, no sentido de trabalhadoras e dedicadas. Com isso, as garotas acreditam na própria força e astúcia, sem depender de um príncipe encantado para resolver todos os problemas.
Autor: Mariana de Arruda Miranda - Ciências da Linguagem II - 2013 

09/02/2015

O que é e o que faz um Coach?


O Coach é o profissional especializado no processo de Coaching. Pode ser considerado um treinador que assessora o cliente (coachee), levando-o a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente, agir em direção a seus objetivos, metas e desejos. A essência do coaching está em fornecer suporte para uma pessoa mudar da maneira que deseja, assim como auxiliar a seguir a direção desejada. O coach não precisa ser um especialista na área de atuação de seu cliente. O coaching cria consciência, potencializa a escolha e leva à mudança.
Um profissional de Coaching deve ter conhecimentos em comportamento humano, mudança, negócios e principalmente em seu nicho de atuação. Em reuniões que são sessões sejam elas, semanais, quinzenais ou mensais o coach aplica técnicas, ferramentas e um questionamento poderoso para mobilizar seu cliente(coachee) a entrar em ação para atingir suas metas e acelerar os resultados em sua vida.
O Coach está focado em liberar o potencial e maximizar a performance dos indivíduos na vida pessoal e profissional.

A Diferença entre Administrador, Gestor, Empreendedor e Empresário


Administrador:
Seu objetivo principal ao desenvolver seu trabalho é a eficiência organizacional, Sua grande contribuição é a visão abrangente da organização e a definição de seis funções básicas:
1- Função técnica – que hoje é muita conhecida como área de produção, relaciona-se com aspectos de produção de bens e serviços.
2- Função Comercial – denominada nos dias de hoje função de marketing, relaciona-se com a compra, venda e permuta dos bens produzidos e consumidos pela empresa. Notem que a função de compra está incluída nessa função.
3- Função Financeira – ainda hoje mantendo essa mesma denominação, relaciona-se com a busca e gerenciamento dos recursos financeiros utilizados pela empresa.
4- Função Segurança – que nos dias de hoje está inserida na área de Recursos Humanos, tinha por atividade assegurar os bens das empresas e as pessoas envolvidas com a empresa ( acidente de trabalho).
5- Função Contábil – hoje essa função não constitui propriamente uma área dentro da empresa, mas uma atividade. Como hoje, na época a função também consistia em registrar as contas efetuadas, elaborar balanço e estatísticas.
6- Função administrativa – também hoje constitui uma atividade atribuída a todas as áreas da empresa, tem o caráter de coordenação das demais áreas. Fayol considerava essa atividade de integração da cúpula das demais funções.
Apesar de algumas diferenças de conceitos na visão da empresa como um todo, segundo Fayol, devemos admitir que nos dias de hoje pouca alteração houve nessa concepção. Há autores contemporâneos que ainda exploram essas idéias, ampliando-as com informações do ambiente externo, que na época eram desconhecidas.
A função do administrador é distribuída com outras funções essenciais, proporcionalmente entre a cabeça e os membros do corpo social da empresa. Para o melhor entendimento do que comporia essa função, ela foi dividida no que hoje denominamos processo administrativo e que Fayol definiu como atos administrativos e dividiu-os em cinco: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.
Enfim, a administração é mais Operacional.
Gestor:
O gestor detalha mais o funcionamento das estruturas adotadas e foca organizações que estão envolvidas em mercados que exigem alta velocidade na tomada de decisões e flexibilidade para reorganizar e atender as solicitações tanto internas como externas.
A partir desse ponto passa a discorrer das necessidades que as organizações demandam tais como, diversidade, velocidade de mudança, interdependência entre as unidades funcionais, as conexões de internet e a velocidade do ciclo do produto.
Essas necessidades resultam da evolução do mercado onde aparece também a migração do poder para as mãos do consumidor e a inter-relação com a evolução tecnológica. No caso da tecnologia, o autor mostra que no passado recente vários pontos de contato eram feitos com o cliente, mas de forma independente, utilizando sistemas de informação ou mesmo regras de atendimento sem uma inter-coordenação entre os recursos.
O Gestor mostra os benefícios, como também os custos dos processos laterais, e entre eles está à coordenação remota.
A Gestão é mais intelectual que operacional
Empreendedor:
Não podemos considerar empreendedora apenas aquela pessoa que tem um negócio próprio. Um atleta, um artista, um funcionário dentro da sua área, pode empreender e conseguir realizar mais do que a maioria das pessoas.
Os intrapreneurs (empreendedores internos) fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso da empresa. O custo de se perder talentos empreendedores é maior que o da simples perda de um técnico qualificado ou de um elemento eficaz de uma área administrativa específica.
Uma pesquisa feita pela ONU – Organização das Nações Unidas levantou e agrupou algumas características que fazem a diferença entre uma pessoa empreendedora e uma que não possui este perfil. Com base nestas informações e reunindo técnicas dos melhores programas mundiais neste assunto.
Pesquisas como a da ONU demonstram que as diferenças estão no comportamento, não importando em que área as pessoas estão atuando. O intra-empreendedor já é um realizador, mas algumas falhas comportamentais limitam a capacidade de realização dele. Dentro de um programa de desenvolvimento intra-empreendedor, estas falhas são diagnosticadas e trabalhadas.
O espírito intra-empreendedor não é um atributo ensinável, porém como se trata de comportamento pode ser treinado e aprimorado. Para que o profissional possa desenvolver um espírito empreendedor é necessário que ele tenha aspectos em sua personalidade que sejam compatíveis com esse perfil. A importância dos profissionais empreendedores está no fato de que eles são os verdadeiros agentes de mudança nas empresas. É importante que os colaboradores não vejam a empresa como um “emprego”, mas tenham o perfil de dono de um negócio. A postura de dono de negócio é a chave para o sucesso de nossa empresa. Respeitamos cada colaborador como se fosse dono de seu pequeno negócio, dentro de nosso grande negócio. O Intra-empreendedorismo é fundamental para isto.
Seguem algumas características que diferenciam os funcionários empreendedores:
a) Tem visão sistêmica: não tem olhos apenas para o seu departamento, mas consegue visualizar a companhia como um todo. • Atribui significado pessoal a tudo o que faz: tanto pelo trabalho como pela empresa onde atua. Isso inclui acreditar no negócio e ter a sensação de que a experiência está valendo a pena.
b) Tem capacidade de implementar as idéias: implanta projetos com começo, meio e fim. Não basta ser um poço de idéias, é preciso implementá-las. • É persistente: faz de tudo para que os projetos e negócios dêem certo. Tem capacidade de encontrar saídas para obstáculos que apareçam.
c) É pró-ativo e se antecipa ao futuro: Faz as coisas antes mesmo de ser solicitado ou forçado pelas circunstâncias. Consegue antecipar a necessidade e vai além do pré-estabelecido.
Enfim, o empreendedor têm dons natos, atribuídos ao seu desenvolvimento, encontra-se a verdadeira fórmula do sucesso.
Empresário:
O novo ordenamento jurídico substituiu o sistema previsto pelo Código Comercial de 1850, denominado sistema normativo que objetivava a regulação das atividades privadas organizadas (empresas) de produção e de circulação de bens e serviços destinados ao mercado. Portanto, hoje o Código Civil substitui a noção de “ato de comércio” pela de “empresa” e a de “fundo de comércio” pela de “estabelecimento”. Titulares da empresa podem ser tanto a pessoa física (empresário) como a jurídica (sociedade empresária). Contudo, fica superada a idéia de comerciante e de sociedade civil de fins econômicos.

É todo aquele que faz a abertura de uma empresa e esta possui um CNPJ.

Livro: Madame Bovary(Um Panorama do Papel Feminino na Sociedade)

Madame Bovary conta a história de Emma, uma moça criada no campo mas com sonhos burgueses. Inspirada pelo que lê nos livros, Emma quer uma vida melhor, cheia de mimos e coisas que só os ricos podem comprar. Pensando que poderá alcançar o que tanto quer, Emma casa com Charles Bovary, um médico também do interior. Charles ama Emma apaixonadamente mas por ignorância não dá valor as coisas que a Emma dá, não vê a beleza como Emma vê e é, na visão da própria, extremamente entediante. Tentando suprir essa falta que o sonhode uma vida melhor faz, Emma procura em outros homens o alicerce para os seus desejos. Resumindo: Emma é uma safadénha.

No início do livro, logo depois que Emma casa com Charles, que é quando sabemos da sua urgência pela aventura e pelo que é diferente, requintado e belo, fiquei com pena de Emma. Acho que ela é o reflexo de muitas mulheres, inclusive as modernas, que são presas ou pela família ou pelo marido ou pela sociedade e não podem vivenciar as suas paixões. Acontece que durante a leitura, a medida que Emma se torna mais difícil de ser agradada, apesar das tentativas constantes do marido e dos amantes, Emma se torna chata. Dá vontade de esganar Madame Bovary, aquela safada. E no final do livro, a gente quer é mais que o Senhor Bovary dê uma pé nas nádegas da Madame e mande ela pastar, porque ô criatura difícil de agradar, sô.

Gustave Flaubert escreveu Madame Bovary primorosamente e maravilhosamente bem. Já que o livro tem poucos diálogos, grande parte dos acontecimentos são totalmente narrados mas isso não o torna um livro entediante. Flaubert não abusa das descrições (não é um Eça de Queiroz, thanksgod) e a narrativa flui. Dá para ir imaginando tudinho dentro da cachola. Há livros que tem poucas descrições dos personagens e do cenário, daí fica difícil imaginar como o autor os imaginou quando os escreveu. Com Madame Bovary dá para imaginar cada expressão de Emma,cada atitude de Charles e todo o ambiente onde a história se desenrola. Eu ainda tenho na cabeça como é a casa do casal… :) É muito bom!

Madame Bovary foi escrito em 1857 e foi considerado um escândalo na época. Imaginem! Sem falar no adultério de Emma, um ultraje para a época, o livro critica muito a igreja e a burguesia. Flaubert foi a julgamento diversas vezes pelo romance e em uma de suas defesas, Flaubert declarou “Emma Bovary c’est moi” (eu sou Emma Bovary), falando assim da sua própria indignação com o clero, a sociedade e as coisas mundanas. Apesar das acusações, Flaubert nunca foi preso.
Sinopse - Madame Bovary - Gustave Flaubert
A personalidade literária de Flaubert, dotada de agudo senso crítico que o distanciou do exaltado gosto romântico da época, levou-o a tornar-se um dos maiores prosadores da França no século XIX. O romance "Madame Bovary" é a sua obra-prima. Baseado em fatos da vida real, o livro, que Flaubert levou cinco anos para escrever, causou forte impacto, a ponto de gerar o processo no qual o autor escapou de ser condenado à prisão, graças à habilidade da defesa, que transformou a acusação de imoralidade na proclamação das intenções morais e religiosas do autor. Nem moral, nem imoral, a narrativa é uma devastadora crítica das convenções burguesas do seu tempo.
Personagens do livro Madame Bovary
Emma Bovary - a protagonista. O retrato de uma mulher insatisfeita com a vida provinciana e a falta de paixão, cuja obsessão fantasiosa leva ao absurdo. Incapacidade intelectual e insensibilidade moral caracterizam esta personagem, que tenta escapar à realidade através da leitura de romances de amor.

Charles - O conformismo em forma de gente.

Rodolphe - nobre de caráter.

Leon - A promessa de um futuro de sucesso da pequena burguesia.

Lheureux e Guillaumin - burguesia enriquecida.
Autor  Gustave Flaubert 

Flaubert foi a julgamento diversas vezes pelo romance e em uma de suas defesas, Flaubert declarou “Emma Bovary c’est moi” (eu sou Emma Bovary), falando assim da sua própria indignação com o clero, a sociedade e as coisas mundanas. Apesar das acusações, Flaubert nunca foi preso.

Quem tiver a oportunidade de ter o livro nas mãos, ou quem já tem na estante e nunca leu, eu digo, leiam. Leiam porque vocês vão adorar. Não liguem pra Emma, coitada. Ela é bem doida varrida, louca de pedra mas vale cem por cento da leitura, é claro.
Pretendemos, também, realizar uma análise de obras - com o mesmo tema - contemporâneas à Madame Bovary, juntamente com a opinião de críticos e leitores, tanto da época quanto atuais. Ademais, relacionaremos os posicionamentos das mulheres francesas do século XIX com os das pertencentes à sociedade atual a respeito da obra em questão, o que se daria por meio de um questionário destinado a mulheres de variadas classes sociais sobre o que elas sentem em relação ao papel que elas desempenham atualmente, bem como suas opiniões sobre a vida das mulheres na época.

Fonte:
FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary.

Livro:Orgulho e Preconceito da escritora Jane Austen

Uma obra repleta de ironia e critica a sociedade inglesa do século XVIII. 
Aline Luize Dos Anjos 
O romance Orgulho e Preconceito da escritora Jane Austen retrata alguns aspectos da realidade inglesa no século XVIII, período no qual a autora viveu por esse fato a narrativa é tão completa e intensa.
A obra se desenvolve a partir do romance entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy. A jovem Elizabeth Bennet (Lizzy) é uma moça muito ativa e vivaz que tem hábitos e maneiras de pensar diferentes dos das moças de sua época. Ela mora com seus pais e com mais quatro irmãs, sendo a mais velha a linda e delicada Jane Bennet, como de costume em sua época as moças e suas famílias se importavam muito com o casamento e principalmente o casamento por interesse, sendo esse o foco principal de toda a trama, Lizzy diferentemente das outras buscava o casamento por amor. 
Infelizmente tive o prazer de ler esta obra só este ano, e fiquei encantada, com a maneira que a escritora buscou, de uma forma simples e algumas vezes cômica retratar alguns costumes e hábitos da sociedade inglesa, relatando o cotidiano, a forma que a mulher era vista naquela sociedade, os preconceitos sociais relacionados a realidade da área rural da Inglaterra.
Enquanto estive lendo com muita emoção principalmente nos momentos em que Elizabeth estava se pronunciando de uma forma irônica, em diálogos com Mr. Darcy, meu coração vibrava por suas palavras, pois ela não deixou de expressar sua opinião e seus sentimentos simplesmente por ter de casar. Como quando, na primeira vez que Darcy faz o pedido a ela, e Lizzy faz a seguinte recusa “... mas nada disso me é possível; nunca desejei sua boa opinião, que, alias o senhor me confere contra sua vontade. Custa-me decepcionar alguém. Não é propositadamente que o faço e só me resta esperar que a decepção não dure muito ...”( pág. 162) 
Um dos momentos que mais me empolguei foi quando Elizabeth foi pedida em casamento por seu primo Mr. Collins (clérigo e primo de Mr. Bennet, que não tem filhos homens, portanto, tem Collins como seu herdeiro) e mesmo sendo um casamento muito favorável, a mesma recusa, alegando saber que não irá conseguir fazê-lo feliz e ela não será feliz, sua mãe Sra. Bennet recorre imediatamente ao pai Sr. Bennet, solicitando que o mesmo obrigue Lizzy a se casar, mais para minha satisfação e euforia, o pai se coloca da seguinte forma em relação ao casamento,
“Oferece – te uma difícil alternativa, Elizabeth. A partir de hoje não passarás de uma estranha aos olhos de um de nós. Se não casares com Mr. Collins, tua mãe nunca mais te quererá ver; e se te casas com ele serei eu que te repudiarei”. (pág. 102)

Esse foi um dos momentos que eu li muitas vezes, pois tanto Elizabeth quando seu pai tinham muitos motivos para aceitarem o pedido de Mr. Collins e colocaram- se contra, visando unicamente à felicidade e as chances de Lizzy encontrar um verdadeiro amor e não simplesmente se casar por conveniência, como era de costume na sociedade. 
Não me surpreendi após ler que Jane Austen foi considerada a primeira romancista moderna da literatura inglesa, pois realmente sua obra é fascinante, encantadora e me sinto feliz por ter lido esta obra justamente no ano em que a mesma completa 200 anos desde sua primeira publicação.


AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito. Editora Martin Claret, São Paulo, 2007.

27/01/2015

Organização é diferente de arrumação:


Arrumar é tirar um objeto da frente. É pegar o sapato que está na entrada e jogar dentro do armário, cheio de outros pares bagunçados. Você fecha o armário e o ambiente está arrumado. Arrumar é fácil, mas não resolve o problema.
Organizar é buscar soluções. É ver que, se todo mundo deixa a chave em cima do rack e o porta-chaves fica vazio, talvez seja melhor colocar um cestinho ali para acomodar os chaveiros. Ou então, perceber que se pode fazer muito antes de dormir para ganhar preciosos minutos pela manhã. É planejar com antecedência. Reconhecer o problema e solucioná-lo.
Organizar é que nem fazer dieta: uma reeducação que dura a vida inteira. Senão, com certeza você terá os quilinhos de volta logo logo.
Para organizar agora:
- Veja as pistas oferecidas pela bagunça. Onde as pessoas que moram na sua casa (incluindo você!) costumam acumular montinhos de objetos? Identifique-os, em primeiro lugar. Depois, arrume o que está ali. Em terceiro, encontre uma solução para que ele não volte a se repetir.
- Livre-se do que não precisa. Doe, jogue fora, recicle. O que não pode é ficar com um monte de coisa sem uso em casa. Eu chamo isso de destralhamento. Não dá para organizar tralha – a casa só pode ser organizada se você tiver somente os itens que ama ou tem utilidade.
- Limpe o que sujar. Comece desde já a não acumular coisas sujas, principalmente a louça. Sujou, limpe. Caiu pasta de dente na pia? Melhor limpar na hora que deixar para depois, quando estiver dura e seca, mais difícil de limpar. Tudo é mais fácil de limpar na hora. Cozinha e banheiro são os focos mais frequentes.
- Arrume o que está fora do lugar. Arrumar dá um ar de limpeza imediata, mas não resolve o problema. De qualquer forma, é mais fácil pensar em soluções quando não se tropeça em um sapato a cada dois metros.
- Organize-se aos poucos. Sua casa não ficou bagunçada da noite para o dia nem ficará super organizada nesse mesmo período de tempo. Demora, mas é necessário fazer um pouco todos os dias. O mínimo é melhor do que nada.
ESCRITO POR Thais Godinho

25/01/2015

5 dicas de marketing pessoal para quem é tímido


Para prosperar no empreendedorismo, não basta agir da maneira certa – também é necessário mostrar que você é bom. Mas nem todo mundo é adepto dessa autopromoção. Segundo o empreendedor e escritor Paul Jarvis, no entanto, não há outra alternativa. Sem marketing pessoal, não há como conquistar o sucesso.

De acordo com Jarvis, um empreendedor que não tem facilidade para vender produtos e serviços podem contratar alguém com essa aptidão. Mas na hora de mostrar suas qualidades, não há quem possa fazer isso por você.

Em um artigo publicado no site da revista "Inc.", Jarvis deu dicas para quem é tímido e tem problemas para "se vender". Confira:

1) Use as mídias sociais
Se o empreendedor tem dificuldades para abordar pessoas e puxar um assunto, o uso das mídias sociais é uma boa opção. O usuário que lê as suas respostas no Facebook não vê você gaguejando ou suando frio. Além disso, é mais fácil demonstrar simpatia. Vale ressaltar que nem sempre essa abordagem online é a melhor – há assuntos que devem ser discutidos pessoalmente.

2) Ensaie seu discurso
Qualquer sinal de nervosismo pode ser atenuado se o empreendedor souber do que está falando. Quando você tiver uma reunião importante ou uma apresentação, ensaie o seu discurso. Outro bom exercício é pensar nas perguntas que podem ser feitas e preparar respostas para os questionamentos. Dessa forma, a chance de você ser surpreendido é menor.

3) Não omita a sua timidez
Um empreendedor tímido com um bom marketing pessoal não necessariamente esconde sua introversão. Na verdade, o segredo é mostrar que a timidez não atrapalha, mas não omiti-la totalmente. Pode ser que um investidor ou parceiro comercial valorize essa característica – afinal, pessoas tímidas têm maior capacidade de concentração e não perdem tempo com conversas supérfluas.

4) Conheça seus limites
Alguém tímido nunca mostrará ser a pessoa mais extrovertida do mundo. Por exemplo, Jarvis – que se considera introvertido, mas reconhece ter um bom marketing pessoal – não tem problemas em falar para um número limitado de pessoas. No entanto, quando a audiência é grande demais, o colunista prefere ficar em casa. Pode ser que você consiga falar em público, mas não suporte a ideia de aparecer em um vídeo institucional. Há limites. Conheça os seus.

5) "Recarregue"
Jarvis recomenda que um empreendedor mais calado, mas que faz muito marketing pessoal, é importante reservar um tempo para "recarregar suas baterias de timidez". Para o colunista, quem é introvertido deve ficar sozinho por um tempo, seja lendo, vendo um filme ou caminhando pelo parque. Ele afirma que, após horas de conversa com desconhecidos, o melhor é buscar a reclusão.


Fonte:Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2014/09/5-dicas-de-marketing-pessoal-para-quem-e-timido.html 

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