07/11/2011

O QUE É A TERCEIRIZAÇÃO?

É um processo de gestão pelo qual se repassam alguma atividades para terceiros - com os quais se estabelece uma relação de parceria - ficando a empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua.
A terceirização originou-se nos Estados Unidos, logo após a eclosão da II Guerra Mundial, pois as indústrias bélicas tinham que se concentrar no desenvolvimento da produção de armamentos e passaram a delegar algumas atividades a empresas portadoras de serviços. Alguns seguimentos no Brasil, como a industria têxtil, a gráfica se utilizaram da contratação de serviços.
No entanto, atualmente, este mecanismo se dá como uma técnica moderna de administração e que se baseia num processo de gestão que tem critério de aplicação (início, meio e fim), uma visão temporal (curto, médio e longo prazo) e uma ótica estratégica, dimensionada para alcançar objetivos determinados e reconhecidos pela organização. Nesta nova administração as atenções são dirigidas para o cliente.
As pequenas e médias empresas, foram as primeiras a entrar neste novo processo, por serem as mais ágeis e por terem percebido a necessidade de mudança, conquistando espaço neste mercado.
Mas logo, as grandes organizações começaram a fazer uma reflexão para continuar no mercado de forma competitiva.
A primeira tentativa de mudança, conhecida como downsizing, foi a redução dos níveis hierárquicos, enxugando o organograma, reduzindo o número de cargos e consequentemente agilizando a tomada de decisões - que não implica, necessariamente, com corte de pessoal.
A partir daí, passou-se a transferir para terceiros a incumbência pela execução das atividades secundárias. Surge o outsourcing (terceirização), que foi adotada de forma plena pelas empresas.
No Brasil, a recessão como pano de fundo levou também as empresas a refletirem sobre sua atuação e ao mesmo tempo demonstrava o outro lado, que era a abertura de novas empresas, com oportunidade de mão-de- obra, restringindo assim, de certo modo, o impacto social da recessão e do desemprego.

FATORES CONDICIONANTES DA TERCEIRIZAÇÃO
1. Ambiente estratégico – os motivos da existência da empresa, conhecendo e focalizando a sua verdadeira missão, os objetivos e as diretrizes, as políticas gerias e setoriais, a aderência e compatibilidade do negócio, além de um conhecimento amplo do mercado e formas de comercialização. Revisão de objetivos/ diretrizes/políticas.
2. A Terceirização e o ambiente político - cada vez mais os governos brasileiros, seja a nível municipal, estadual e federal, têm considerado a Terceirização como uma forma adequada de proceder a mudanças estratégicas/operacionais nos órgãos públicos.
3. A Terceirização e o ambiente organizacional - O espaço físico da empresa poderá ser alterado em função da extinção e criação de novos cargos e consequentemente na mudança do quadro pessoal.
4. A Terceirização e o ambiente econômico - a estrutura de custos internos deverá ser adaptada à nova sistemática; avaliação, com freqüência, do custos terceirizados em relação aos custos despendidos pela atividade interna.
5. A Terceirização e o tecnológico - necessidade da transferência do conhecimento da utilização da tecnologia entre o contratado e o contratante.
6. A Terceirização e o ambiente social – QTO À ABERTURA DE NOVOS NEGÓCIOS - formação de novas empresas. QTO A REVISÃO DAS FUNÇÕES DECORRENTES DA APLICAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO – o aspecto social das demissões: quando ocorrem demissões é preciso tentar junto ao fornecedor de serviços que será contratado, se possível, o acolhimento parcial ou total desta mão-de-obra demitida.
7. A Terceirização e o ambiente jurídico legal – As experiências de aplicação da Terceirização trouxeram dúvidas na conceituação jurídica, trabalhista e legal para as empresas brasileiras. Hoje, está claro que as relações são empresariais e de pessoas jurídicas.
E também não existe lei que proíba a terceirização. No entanto, é bom ressaltar que o Ministério Público do Trabalho, ainda não se posicionou oficialmente. * A nosso ver não acrescenta em nada o posicionamento do Ministério Público do Trabalho, haja visto que versa o artigo 1º do Código Penal, "Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem cominação legal". Somente ao Legislativo cabe a criação de leis, ao Judiciário cabe a execução delas.
*Opinião do grupo.

O PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO E AS ATIVIDADES QUE PODEM SER TERCEIRIZADAS
O processo de terceirização envolve o relacionamento da empresa que contrata serviços e a empresa que fornece os serviços.
As atividades terceirizadas podem ser divididas em quatro tipos:
Tipo 1 - Processo ligado às atividades da empresa - Ex.: produção, distribuição, operação;
Tipo 2 - Processos não ligados a atividade fim da empresa - Ex.: publicidade e limpeza;
Tipo 3 - Atividades de suporte à empresa - Ex.: treinamento, seleção e pesquisa;
Tipo 4 - Substituição de mão-de-obra direta, por mão-de-obra indireta ou temporária.

COMO DESENVOLVER AS PARCERIAS
A terceirização vem a ser um novo estágio entre a empresa fornecedora do serviço e a empresa que a contrata, sendo que esta união só irá se concretizar se as parcerias forem completamente autônomas umas das outras.
Na procura desta empresa prestadora de serviços pela contratante que lhe seja prestado um serviço no mínimo igual ou melhor do que ele executa internamente. Também é exigido da terceirização rapidez, qualidade, execução em tempo recorde, a empresa de serviços contratada deverá realizá-lo exatamente como foi determinado pela sua contratante, mesmo que o pedido seja feito numa sexta-feira à tarde. Estas características tornam essencialmente necessárias para a concretização total do processo de terceirização, tornando-se assim contratante e contratados totalmente parceiros.
A terceirização pode ser feita entre contratante e ex-funcionários, contratante com aproveitamento dos ex-funcionários junto ao fornecedor parceiro e com fornecedor parceiro sem envolvimento funcional. No caso de optar pela terceirização com ex-funcionário, tem sido uma saída estratégica que a maioria das empresas está acolhendo, já que esses tem conhecimento específico da empresa, bem como a sintonia esperada, pois conhecem a cultura e a filosofia da organização.
Já no Brasil as empresas-mãe estão optando por contratarem serviços terceirizados sem nenhum envolvimento funcional, desde que seja ele capacitado e engajado nas necessidades da empresa a se prestar serviço.
Com ou sem vínculo funcional da terceirização é responsabilidade sua e da empresa que o contratou negociarem com precedentes de autonomia sem que haja vínculo de dependência entre as partes, também deve ficar bem claro a capacidade empreendedora da empresa contratante. O fornecedor de serviços não pode ter no seu cliente sua única fonte de renda, sendo assim as partes devem se comportar como de fossem sócios.
Para que isso tudo aconteça cabe ao contratante estabelecer alguns pré-requisitos, que lhe permitem optar pela melhor empresa terceirizadora de acordo com sua necessidades, como capacidade de absorver as atividades a serem terceirizadas, lista de clientes e tipos de trabalho desenvolvidos, número de funcionários e técnicos habilitados para a prestação de serviços, capacidade empreendedora, uso de tecnologia e busca de aprimoramento, com relação as atividades terceirizadas, treinamento e desenvolvimento do seu pessoal e política de treinamento de funcionários do contratante, metodologia de trabalho, com ênfase na transferência de tecnologia se for o caso, processos e programas de qualidade e produtividade empregados em atividades assemelhadas a serem controladas, flexibilidade e agilidade do prestador de serviços em adaptar-se as condições do cliente, principalmente no que tange as solicitações "de última hora", responsabilidades no cumprimento de prazos, números de funcionários alocados, equipamento e materiais envolvidos, solicitados e comprovados através de atestados de desempenho e/ou de visitas pessoas e clientes, flexibilidade na negociação de preços dos serviços e condições de faturamento de serviços prestados.
Então, todos esses cuidados sendo tomados, a empresa contratante e o contratado podem formar parcerias.

COMO ELABORAR UM CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE S
ERVIÇOS
Definido o prestador de serviço, deverá a empresa contratante propor a assinatura de um contrato, que dará o aspecto formal a relação entre as partes. Com a prática da terceirização a formalização contratual se torna um instrumento de apoio e suporte da operação, responsabilizando o prestador de serviços, estabelecendo regras de relacionamento, e dando uma base juridicamente adequada à relação.
Alguns pontos básicos deverão ser observados na caracterização deste documento, como:
a) deve-se observar o contrato social, definindo bem, as obrigações e direitos de ambos (contratante e contratado) bem como atividades fins, porque devem diferir para que não haja vínculo empregatício.
b) entre as partes deve haver posicionamento equilibrado para que não haja subordinação de uma parte ou outra.
c) não se deve detalhar cláusulas contratuais em vista da autonomia de ambas que tem que ser sempre observado, pois a descrição detalhada das operações no contrato submete as partes (principalmente o prestador) a trabalhar como se fosse um "departamento disfarçado".
d) é sempre bom incluir no contrato uma cláusula prevendo o risco do tomador de vir a ser interpelado judicialmente por uma obrigação trabalhista não cumprida pelo prestador, nesta mesma cláusula o contratante poderá interpelar judicialmente o prestador para que haja ressarcimento dos prejuízos.
O artigo 879 do C.C. "Se a prestação do fato se impossibilitar sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa do devedor, responderá este por perdas e danos" e o artigo 880 do C.C. "Incorre também na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele imposta ou só por ele exeqüível", vem defender os direitos do credor.
f) no contrato, recomenda-se que o contratante não queira levar "vantagem" com este, pois assim quem acaba perdendo é o trabalhador, neste caso o direito do trabalho protege o funcionário garantindo-lhe todos os seus direitos e responsabilizando o contratante e o prestador. Por isso o contrato de prestação deve ser assim:
Introdução
* Objetivo
* As partes envolvidas
Obrigações
* Participação das partes
  • Prazo de vigência
  • Preço no período
  • Condições de reajuste
  • Forma de pagamento
  • Execução das tarefas
* As técnicas
* Uso tecnológico
* Treinamento e desenvolvimento
* Parâmetros de medição da qualidade
  • Itens de controle/auditoria operacional
  • Forma de rescisão
  • Garantias
  • Riscos
  • Responsabilidade das partes
  • Reparação de eventuais danos
* Como faze-lo
O foro
* Discussão dos líderes
As assinaturas
* A data
As testemunhas (duas no mínimo) (art. 135 CC)

TERCEIRIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS
A modernização do setor público é um caminho irreversível. Estamos passando por uma grave crise econômica mundial, e a definição do modelo do papel do Estado, com seus mecanismos lentos, burocráticos e ineficientes torna-se imperativo.
Será preciso travar desafios políticos e corporativistas, objetivando modificar o "status quo" do Estado, em prol de uma nova administração pública direcionada para atividades que beneficiem diretamente a sociedade.
A terceirização, com o objetivo de otimizar a gestão, vem contribuir em favor da qualidade, produtividade e redução de custos da máquina pública.
O Estado, como o maior comprador de serviços, estaria propiciando o surgimento de pequenas e médias empresa que atuariam em serviços terceirizados, desencadeando uma cadeia de ofertas de mão-de-obra e novas empresas para atender esta demanda, culminando com aumento da arrecadação para o Estado.
O Estado imprimiria como princípio básico de terceirização, juntamente com seu fornecedores e parceiros, a qualidade dos serviços prestados, com o desenvolvimento constante da mão-de-obra, tecnologia e métodos de gestão.
Outro fator relevante em favor da terceirização dos serviços pelo Estado, é a necessidade de se ter um planejamento estratégico que defina caminhos de atuação.
Poderão ser propostas mudanças organizacionais, nas normas e procedimentos, buscando mudanças de postura e quebra de paradigmas.
Essas mudanças levarão a máquina pública a maior eficiência em beneficio da população em todo o meio empresarial.
Mas para que a terceirização seja efetuada legalmente, e na melhor forma possível, os pontos a seguir devem ser observados:

1 - ASPECTO JURÍDICO
1.1 - AS ATIVIDADES DO PODER PÚBLICO
Os serviços são considerados públicos porque o interesse na sua realização é geral e atinge diretamente toda comunidade.
As atividades que o Poder Público não oferece diretamente a sociedade pode ser executado por terceiros.
1.2 - FORMAS DE EXECUÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO
A administração pública pode ser direta ou indireta. A administração pública centraliza suas atividades em seus próprios órgãos, tendo total responsabilidade pela prestação de serviços.
Já a indireta, descentraliza suas atividades através de empresas privadas, públicas, economia mista ou fundação.
1.3 - ALGUNS SERVIÇOS PODEM SER: AUTORIZADOS, PERMITIDOS, CONCEDIDOS OU CONTRATADOS
As atividades estatais de poder são indelegáveis, portanto, não podem ser terceirizadas, e todas as demais que não apresentam tal características podem ser terceirizadas pelo Estado. O aspecto principal que deve ser considerado é a forma que melhor atender os anseios da população.
1.4 - SERVIÇOS PÚBLICOS CONTRATADOS SÃO SERVIÇOS TERCEIRIZADOS
A terceirização de serviços realizados pelo Estado pode ser definido como um processo de gestão pelo qual se repassam algumas atividades a terceiros, ficando o Estado contratado nas atividades próprias, indelegáveis.
1.5 - A TERCEIRIZAÇÃO NAS ENTIDADES GOVERNAMENTAIS
Por serem organizações privadas, as entidades governamentais estão regidas pela lei do Direito privado, podendo contratar com terceiros, exceto as concessionárias ou permissionárias do poder público.
1.6 - REQUISITOS PARA TERCEIRIZAR NOS ORGÃOS PÚBLICOS
Deve ser discutida a oportunidade ou necessidade da prestação de serviços, considerando a qualidade da prestação, entre outros. Assim, o Estado buscará parceiros com interesse público, que através de processo licitatório assinarão contratos de prestação de serviços.
1.7 - O CONTROLE DOS SERVIÇOS TERCRIZADOS
O controle é feito pelo próprio Estado, através dos tribunais de contas, por exemplo, pois apenas outorgou a execução dos serviços terceirizados.
1.8 - OS SERVIDORES E OS AGENTES PÚBLICOS NO PROCESSO DE LICITAÇÃO
Num processo de terceirização o Estado poderá extinguir departamentos, secretária e posto de trabalho.
Para os funcionários com estabilidade, ficarão em regime de disponibilidade remunerada até nova recolocação em outro órgão.
Já os agentes públicos, que são admitidos por concurso público poderão ser dispensados pois não possuem estabilidade no emprego.

2 - EXPERIÊNCIA NO SETOR PÚBLICO COM A TERCEIRIZAÇÃO
  • Serviços burocráticos na prefeitura de São Paulo.
  • Limpeza pública e coleta de lixo em 80% das cidades com mais de 50.000 habitantes.
  • Saneamento básico em cidades do interior de São Paulo.
As atividades terceirizáveis mais comuns que hoje tem sido utilizadas nas empresas estatais e órgãos da administração direta são: microfilmagem, transporte, arquivo moto, desenvolvimento de sistemas, processamento de dados, administração de mão-de-obra, limpeza e conservação, administração de restaurantes, serviços gráficos, projetos especiais, segurança/vigilância, locação de veículos e manutenção geral.

AS VANTAGENS E OS FATORES RESTRITIVOS DA
 TERCEIRIZAÇÃO
VANTAGENS: desenvolvimento econômico, especialização dos serviços, competitividade, busca de qualidade, controles adequados, aprimoramento do sistema de custeio, esforço de treinamento, e desenvolvimento profissional, diminuição do desperdício, valorização dos talentos humanos, agilidade das decisões, menor custo, maior lucratividade e crescimento.
FATORES RESTRITIVOS: desconhecimento da Alta Administração, resistência e conservadorismo, dificuldade de se encontrar a parceria ideal, risco de coordenação dos contratos, falta de parâmetros de custos internos, custo de demissões, conflito com os Sindicatos, desconhecimento da legislação trabalhista.

CONCLUSÃO
Com esta pesquisa concluímos que as grandes mudanças no setor de serviços no Brasil, ocorreram em dois momentos:
  • Na década de 30, com a industrialização;
  • E agora com o aumento da terceirização.
Isso porque esses dois fatos fazem surgir demandas por serviços de todas as espécies. Direcionando a idéia e acordados com as reportagens em anexo, podemos contar com um plus, pois a tendência, é terceirizar o setor de informática o qual nos contém, futuros bacharéis em ciências da computação.
Terceirizar é preciso. Um país como o Brasil, componente do mundo globalizado e aspirante a perdedor do codnome "subdesenvolvido" deve sempre buscar aperfeiçoar o que lhe for possível. A terceirização permite que as empresas sigam uma linha de produção que vise uma atividade principal. Essas empresas terceirizam para outras a produção de atividades acessórias, necessárias à conclusão da principal. Com isso observa-se o desenvolvimento econômico, especialização dos serviços, maior competitividade, busca de qualidade, controles adequados, aprimoramento do sistema de custeio, esforço de treinamento, desenvolvimento profissional, menor desperdício, valorização dos talentos humanos, agilidades das decisões, menor custo, maior lucratividade e crescimento. Enfim, um alcance de aperfeiçoamento.
Mister se faz a observação de fatores que contribuem de forma preocupante para a não terceirização, e dentre estes nós destacamos o desemprego, pois, o setor terceirizado por uma empresa não tem, na maioria das vezes, razão de manter os empregados destinados àquele serviço que fora passado ao encargo de outra empresa.
Apesar dos contras, a prática desse novo processo de gestão pode nos dar a noção de quão enormemente grande pode ser considerada a nossa evolução e quanto ainda temos a evoluir.

Fonte Bibliográfica
INTERNET – Site sobre Terceirização.
REVISTA EXAME – 15 de janeiro de 1.997.
REVISTA EXAME – 07 de maio de 1.997.
REVISTA INFORMÁTICA EXAME – Agosto de 1.996.
REVISTA DIÁLOGO MÉDICO – Ano 13 – nº 4 – julho/agosto de 1.998.
CÓDIGO CIVIL – Editora Saraiva.
CÓDIGO PENAL – Editora Saraiva.

Saiba Tudo sobre Franchising

Quem pode utilizar o Franchising?
"O sistema de Franchising destina-se a toda e qualquer pessoa que esteja interessada em utilizá-lo como consagração do espírito empreendedor, como objetivo de criar uma alternativa de novos negócios."

Conceitos Básicos
Franchising
Genericamente significa ato de franquear ou se quiserem uma tradução literal, adotem franqueamento.
Franqueador
"O conceito exato de franqueador indica aquele que outorga, ou que concedem o direito de uso de sua marca a outrem"
Franqueado
É aquele que recebe a outorga, ou melhor dizendo, aquele que recebe a licença ou a concessão do direito de uso da marca.
A Concessão
Trata-se da concessão de uso de um direito que pode ser analogamente transferido para os dias de hoje, quando a Federação cobra parte dos impostos arrecadado da população de um Estado.
Hoje no Brasil, o estado cobra os seus impostos da população de forma direta através da Secretária da Receita Federal e recebe também taxas através dos concessionários de serviço público de água, energia, comunicação e outros.
A analogia do sistema de franchising
é peculiar, pois o franqueado paga uma taxa sobre o percentual das suas vendas ao franqueador, pelos serviços prestados de assistência técnica, ao ceder o seu Know-how administrativo comercial para a venda de seus produtos e/ou serviços a serem distribuídos através da rede de franqueados.
Franchising Tradicional
O conceito de Traditional Franchising tenderá a evoluir dentro de alguns anos ate atingir o estágio de Sistema de Franquia Formatada, uma vez que aquele tipo de franquia, não engloba serviços ou suporte adicional nem a formação de técnicas e métodos de comercialização e procedimentos administrativos. Nessa modalidade, o franqueador cede sua marca para o franqueado simplesmente revender os produtos fornecidos a um preço mais alto, que é o seu lucro.

Tipos de Franchising Existentes
Franquia de Produto
Esta franquia se refere a produção e/ou comercialização de bens, que são produzidos pelo próprio franqueador, ou por terceiros fabricantes licenciados, sob sua supervisão de desenvolvimento de produto e controle de qualidade. No Brasil existe diversos exemplos desse tipo de franquia, entre eles podemos destacar a Vila Romana.
Franquia de Distribuição
Essa franquia se refere a venda de mercadorias. Os bens são produzidos por terceiros fornecedores selecionados pelo franqueador, que dispõe de um sistema central de compras complementado por centrais de distribuição, comprovadamente eficientes e testadas por este. O franqueador determinara quais são os produtos que serão fornecidos aos franqueados para distribuição em seus pontos de vendas. Como exemplos podemos citar os postos de gasolina e álcool existentes no Brasil.
Franquia de Serviços
Essa franquia se refere ao fornecimento de serviços. A qualidade nas prestações de serviços e a garantia do produto são as principais fontes de atração para o consumidor final. O Fabricante-Franqueador estende ao franqueado e seus respectivos clientes assistência técnica de bom nível e garantia dos produtos, além de fornecer componentes e peças originais de reposição gratuita por defeito de fábrica, bem como boa manutenção das máquinas e dos equipamentos ao usuário final.
No Brasil os exemplos mais característicos desse tipo de franquia são as lojas oficinas da SAB - Serviço Autorizado Brastemp, cujo o fabricante de eletrodomésticos (Brastemp) delega a uma competente rede de prestação de serviços sob sua marca a execução da manutenção a execução da manutenção, reposição e conserto aos seus clientes. Através do sistema de Franquia de Serviços, o fabricante fortalece sua imagem de credibilidade no mercado, Beneficiando todos os participantes do negócio, sem ter de manter lojas próprias.
Franquia Industrial
"Essa franquia se refere a fabricação de produtos. Os bens são produzidos em uma unidade industrial de produção, cuja a engenharia básica e detalhada do processo de fabricação é cedida pelo franqueador, com o objetivo de descentralizar a produção de bens, geograficamente, em vários mercados. Neste caso existe a transferência de know-why( saber porque), isto é, as técnicas de engenharia de produção e de processo para a correta e adequada construção e operação da fábrica. Nessa franquia Composta, além da marca do franqueador ser utilizada, todo o Know-how de distribuição e comercialização dos produtos também será repassado."
O exemplo típico dessa franquia são os engarrafadores de Coca-Cola, da Pepsi-Cola, e outros similares, que recebem do franqueador total assistência técnica para a montagem de sua fábrica, obedecendo as especificações de máquinas, equipamentos e processo, até o arranjo físico das instalações industriais. É interessante observar que o segredo da fórmula do "concentrado" do refrigerante não foi e nunca será repassado ao franqueado, pois ai está o grande trick of the trade (truque do negócio)
Master Franchise - Franquia Mestre
Os países desenvolvidos já se utilizam de uma modalidade de franquia que é novíssima aqui no Brasil e que ainda está em fases de testes para a adequação do conceito do negócio. Trata-se do Master Franchise, ou melhor, da Franquia Mestre, em que um franqueador original de produto/serviço, por necessidade de expansão internacional da sua marca, delega a uma empresa local o direito de subfranquear a sua marca no país hospedeiro. Este sublicenciamento de franqueados industriais e/ou comerciais de uma região formará então uma cascata de franquias que vão desde o franqueador original , passando pelo franqueador mestre regional de um território, até o franqueado local em seu ponto de fabricação e/ou vendas ao consumidor final.
Area Development Franchise - Desenvolvimento de área de Franquia
Outra modalidade também utilizada em países continentais como os EUA e o Canadá é o sistema de desenvolvimento de área de franquia.
Através da repartição do território geográfico em Estados ou regiões menores ainda, uma ou mais empresas locais serão contratadas pelo franqueador original, com a finalidade de explorar diretamente e desenvolver a sua marca naquele território. No Brasil, o exemplo que nos parece mais adequado para identificar essa modalidade é a subdivisão da rede McDonald’s entre o Rio de Janeiro e São Paulo, com respectivos territórios específicos para o desenvolvimento da marca nessa horas.
"A diferença na atuação das modalidades acima, isto é, entre o sistema de franquia-mestre e o sistema de desenvolvimento de área de franquia reside no fato de que no Master Franchise não tem geralmente o direito de possuir suas próprias unidades para produzir ou vender, isto é, somente poderá subfranquear a terceiros, estando vedado o direito de exploração direta dos pontos de fabricação ou venda."
Area Controllership Franchise - Controle de área de franquia
Outra modalidade utilizada também em países de grande dimensão territorial por franqueadores de marcas internacionais, e caracterizada pelo fato do franqueador original delegar a varias empresas subcontratadas o direito de controlar a marca franqueada para determinado território geográfico. A grande vantagem dessa modalidade e poder gerenciar a venda e administração dos franqueados através de algumas empresas subcontratadas em vez de administrar cada franqueado individualmente. Esse é o exemplo típico de franquia indireta.
Business Format Franchising - Sistema de Franquia formatada
O Business Format franchising - BFF - é o sistema de franquia formatada pelo qual o franqueador transfere as técnicas industriais e/ou métodos de administração e comercialização anteriormente desenvolvido por ele, cedendo ao franqueado a marca e um conjunto de direitos de propriedade incorpórea, para este operar sob sua supervisão e assessoria técnica na fabricação e/ou venda de seus produtos e/ou serviços, em troca de uma compensação financeira firmada em acordo através de um instrumento de contrato.
A complexibilidade do sistema de franquia formatada é de tal grau que somente industriais-franqueadores bem organizados conseguiram implantar o sistema com sucesso. Sem um nível aprofundado de conhecimento adquirido através de leituras técnicas combinadas com o auxílio de competente consultoria especializada na matéria, acredita-se ser difícil a adequada implementação do sistema
O exemplo típico no Brasil e no mundo desse tipo de franquia é a rede de fast-food McDonald’s, que formatou e licenciou tanto os fornecedores industriais de pão, hambúrgueres e acompanhamentos, inclusive máquinas e equipamentos, quanto pontos de venda franqueados à sua imagem e semelhança, dentro dos critérios básicos de Q.S.L.V. - isto é, qualidade, serviço de atendimento, limpeza e valor justo do produto

Características do Sistema BFF
Transferências de Técnicas Industriais ou Métodos
Antes do franqueador transferir suas técnicas de industrialização e/ou métodos de administração e comercialização ao franqueado, isto é, o Know-how e/ou Know-why, é necessários que os sistemas e subsistemas estejam formatados.
Para que essa transferência de conhecimentos possa se repassada adequadamente, a empresa franqueadora deverá montar um esquema de treinamento contínuo e permanente, visando atender as necessidades operacionais de funcionamento eficiente entre a organização e a rede de franqueados.
Cessão de Direitos
O franqueador cede ao franqueado um conjunto de direitos de propriedade incorpórea que consiste em:
  • são de direitos representados pelo seu nome - marca e logotipo
  • além da marca registrada, o franqueador também cede o seu Know-how e/ou Know-why ao franqueado.
  • em casos de grande complexibilidade como na Franquia de Industrialização, o franqueador também deverá ceder o projeto de engenharia básica e detalhada do processo de fabricação dos seus produto
Supervisão e Assessoria Técnica
O franqueador também deve ceder todo o tipo de assessoria técnica necessária ao bom desempenho do franqueado, que é representada pela assistência jurídica, que é representada pela assistência jurídica, fiscal e tributária, econômica e financeira, engenharia, treinamento, pesquisa de localização do ponto de venda, marketing e informática.
Compensação Financeira
São três tipos de taxas cobradas aos franqueados que compõe a compensação financeira pela transferência do sistema e participação no negócio:
  • Taxa de franquia: O franqueador cobra esta taxa uma única vez pela cessão dos direitos descritos.
  • Royalties: É uma espécie de comissão que incide sobre um percentual de faturamento das vendas efetuadas em determinado período.
  • Taxa de Fundo de Publicidade: É uma taxa, cobrada de acordo com o que foi determinado em contrato, para financiar as campanhas de publicidade.
Instrumento de Contrato:
Todas as características principais dessa definição deverão ser firmadas em um instrumento de contrato, acordado entre as partes por escrito, para fazer constar todos os direitos e obrigações respectivos.

Vantagens do Franqueador
Rapidez de Expansão
Assim que o franqueador estiver com o seu Sistema de Franquia Formatado, irá aumentar a velocidade de expansão da Rede de Distribuição em vários locais concomitantemente, instalando unidades de pontos de vendas, implantando a rede em um território geográfico maior. Isto também se aplica à Franquia Industrial, mesmo que se aumente o grau de complexibilidade para a instalação de mais de uma unidade industrial padrão. Apesar das dificuldades causadas pela instalação das fábricas, considerando os diferentes métodos de comercialização e administração adotados regionalmente, que exigem maior adaptação em cada país( como no caso dos engarrafadores mundiais de Coca Cola), o Sistema de Franquia de Industrialização também pode ser rapidamente implantado, uma vez que as unidades fabris são moduladas em padrões de tamanho econômico e produtividade.
Aumento de Rentabilidade
O franqueador aumenta sua rede de industrialização ou de distribuição, utilizando-se do capital dos franqueados, que irão custear a instalação das unidades por sua conta, através de seu investimento em ativo fixo. Evidencia-se dessa forma que o incremento de vendas causado pela expansão da rede franqueada amortizará mais rapidamente o custo de investimento inicial. Diminuirá também o custo por unidade vendida, pois este custo em investimento permanente não incidirá no cálculo do Retorno do Investimento(ROI)(para o franqueador, uma vez que a responsabilidade no financiamento da construção da unidade será de cada um dos franqueados.
Redução de Custos
A mentalidade de redução de custos geralmente é muito mais bem conscientizada pelo empresário do que pelos funcionários, pois "é mais fácil gastar o dinheiro dos outros". À medida que o proprietário do seu ponto de fabricação ou vendas, ele passa automaticamente a buscar novas formas de economia, que vão auxiliar os programas de redução de custos da rede. Objetivando aumentar a sua rentabilidade, o franqueado busca não só atender às recomendações do franqueador, como também o auxilia no controle das despesas. São também evidentes as economias de escala da Central de Compras e de Distribuição do franqueador à medida que gozará dos benefícios de compras em grandes quantidades, reduzindo os seus custos, inclusive na distribuição dos produtos à rede franqueada, se aplicada competente logística de transporte e localização de suas centrais.
Motivação maior dos franqueados
A ambição dos franqueados por um aumento de seus rendimentos e o orgulho de ser dono de seu próprio negócio, faz com que esse se sinta altamente motivado a trabalhar mais e com maior eficiência. Em contrapartida, os funcionários do franqueador, que são empregados regulares, nem sempre estão imbuídos da mesma motivação necessária à busca da eficácia para o sucesso da empresa.
Esse encremento da motivação dos franqueados não só auxiliará a rede como um todo pelo espírito de competição despertada, como também exigirá mais empenho do próprio franqueador no atendimento das necessidades da rede franqueada. Geralmente, os Pontos de Vendas dos franqueados apresentam desempenho superior quando comparado as lojas próprias do franqueador.
Maior Participação no Mercado
A expansão da rede de franqueados necessariamente aumentará o volume de fabricação de vendas de produtos e, em conseqüência, a participação no mercado será maior, uma vez que a fatia de mercado antes reservada ao franqueador e sua rede própria crescerá a medida que os territórios forem sendo conquistado pela rede franqueada, inclusive aos seus concorrentes. A expansão do volume de vendas também permitirá desovar eventuais estoques, bem como utilizará a capacidade ociosa de produção em períodos de baixa estação, nos casos de sazonalidade de produtos e/ou mercado.
Melhor publicidade
O aumento do volume de recursos a serem aplicados em publicidade, propaganda, relações públicas, assessoria de imprensa, promoções, mala-direta, folhetos e outras aplicações de marketing, lastreando no fundo de publicidade da rede de franqueados, permitirá expandir a imagem de marca de produto e/ou serviços. O fortalecimento da marca pela maior exposição da mídia é motivo de maior atração dos consumidores finais, não só pela quantidade, mas também pela possibilidade de melhorar a qualidade da publicidade contratada para a manutenção de imagem institucional, em face da verba de propaganda disponível.
Essa publicidade também chama a atenção de outros investidores e candidatos a franqueados, interessados numa imagem de marca forte e atuante no mercado, o que facilita o recrutamento e a seleção, bem como atrai capitais para investimento em seu negócio.
Menores responsabilidades
Considerando que há interdependência jurídica e financeira entre o franqueador e sua rede de franqueados, as responsabilidades de administração do negócio, em relação aos funcionários, possam a ser exclusivamente dos franqueados em suas respectivas unidades.
Portanto, o franqueador não arcará com despesas trabalhistas, impostas, fisco, folha de pagamento e demais encargos e/ou benefícios.
Também não será responsável civil e criminalmente por sinistros eventualmente não cobertos por seguros, pois não existe a responsabilidade solidária. Para tanto o franqueador necessitará apenas de uma pequena equipe técnica para dar o suporte inicial aos franqueados, mas depois as responsabilidades pelos atos e omissões serão sempre de exclusiva competência destes.
Melhores Representantes
O Franqueador busca selecionar os seus franqueados, levando em consideração os líderes de opinião em cada território. O objetivo é recrutar as pessoas mais influentes do local selecionando dentre as personalidades respeitadas pela comunidade os nomes mais representativos da região onde pretendem estabelecer-se.
A seleção criteriosa dos candidatos à franquia permite uma vantagem competitiva da nova unidade franqueada, em relação à concorrência, pois o público consumidor percebe que o líder da região transferiu o seu prestígio pessoal a marca do franqueador, estando em perfeita sintonia com aquilo que seu conterrâneos esperavam dele.
O risco de adotar franqueados sem a adoção de critérios de seleção apropriados e que a escolha poderá recair em pessoas inadequadas para o negócio.

Desvantagens do Franqueador
Perda Parcial do Controle
Haverá uma perda parcial do controle sobre os atos de seus associados franqueados à medida que as distâncias aumentam e controles não forem estabelecidos adequadamente. Para tanto, os tipos de controle, bem como a necessidade de auditoria têm de estar explicitados em contrato.
Maior Custo de Supervisão
O aumento do custo de supervisão cresce à medida que o franqueador necessita manter estreito controle sobre as operações de seus franqueados.
Maiores Custos de Formatação
Os custos de formatação de um Sistema de Franquia moderno são consideráveis na razão direta da qualidade dos sistemas, métodos e procedimentos adotados.
Sem a manualização das operações não haverá controle do sistema entre o previsto e o realizado. Logo, a sistematização da franquia é para a verificação do seu bom funcionamento.
Quanto maior a rede de unidades franqueadas, maior será a necessidade de manutenção dos sistemas de controle.
A quantidade de experiências individuais em cada unidade franqueada, somada às necessidades de alterações dos manuais de operação, causada pelas constantes mudanças no comportamento do mercado, da política econômica, do fisco, dos tributos e das regras de administração e comercialização, irão gerar maiores custos de controles e adaptação do sistema.
A atualização dos manuais será permanente, uma vez que não existem condições estáveis no Brasil, sob pena de se colocar em risco a eficácia do sistema de franchising se, porventura, deixar de ser executada.
O mesmo se aplica a informatização da rede de franqueados, cujo os custos também aumentam proporcionalmente ao seu crescimento.
Perda de Sigilo
À medida que o franqueador for transferindo o seu know-how ou seu know-why para os franqueados, haverá perda parcial no sigilo nas informações prestadas.
Em compensação os truques do negócio tem de ser transferidos sob pena de inviabilizar o sucesso de seus franqueados, principalmente no que se refere aos seus conhecimentos de administração e comercialização.
Risco de Desistência
O sistema de Franquia, uma vez contratado, será obrigatoriamente bom para ambas as partes. Qualquer contrato que gerar inconveniência para uma das partes irá gerar descontentamento e provocar a ruptura e a conseqüente descontinuidade das relações comerciais. A maior motivação do empreendedor é o lucro, além da necessidade de se realizar profissionalmente em seu negócio próprio. A diminuição da lucratividade desmotivará o espírito empreendedor do franqueado.
Perda de Liberdade
O franqueador perderá parcialmente a liberdade de introduzir na rede franqueada nova linha de produtos e/ou serviços sem consulta prévia, bem como quaisquer alterações significativas das características básicas do negócio.
Expansão sem planejamento
A se fazer uma expansão da rede de distribuição muito rápida e sem planejamento, corre-se o risco de vender mais do que a capacidade de produzir, mesmo que haja aumento da produtividade nas suas atuais instalações industriais, ou que a capacidade ociosa possa inicialmente equilibrar vendas e produção.
Em outras palavras, ao se buscar o aumento do volume de vendas da rede, serão estabelecidos previamente os critérios de proporcionalidade em relação à produção. O financiamento da produção causado pelo investimento na compra de novas máquinas e equipamentos, pelo aumento de custos de administração de materiais e estoques pelo crescimento de despesas de distribuição e expedição, bem como na contratação de recursos humanos para atender o aumento da demanda e outros, acarretam o desequilíbrio anteriormente estabelecido.
Além disso, o suprimento dos pontos de venda corre o risco de desabastecimento, se não dispuser a produção de recursos adequadamente proporcionais à expansão da distribuição.
"A velocidade de expansão da rede de distribuição será previamente planejadas por etapas de crescimento, procurando evitar principalmente o dissabor da clientela causado pela falta de produtos ou abastecimento insuficiente."
Seleção Inadequada
O franqueador precisa dedicar muita atenção ao processo de recrutamento e seleção de seus associados à rede de franqueados.
As características essenciais ao sucesso do empreendimento necessitam ser mantidas na sua totalidade, e as qualidades pessoais do franqueado são de vital importância.
Perda de Padronização
Muitas vezes, o franqueado muito criativo procura compensar a falta de produtos, buscando diversificar, não observando a padronização de produtos e/ou serviços. A perda de padronização descaracteriza o sistema de franchising e, portanto, o franqueador precisa manter rígido o controle sobre os produtos oferecidos.

Vantagens do franqueado
Maior Chance de Sucesso
Sem dúvida alguma, o franqueador terá maior chance de sucesso em seu negócio utilizando-se do Sistema de Franquia Formatada do que lançando-se por conta própria em um negócio independente. A razão é bastante simples. Enquanto o franqueador já possui uma rede própria de distribuição, cujo sucesso de marca foi, após vários testes de produtos, fortalecida e está consagrada no mercado, o negociante independente terá de construir o seu negócio do zero.
Enquanto o negócio independente terá de fortalecer a sua marca, com todas as dificuldades inerentes e qualquer atividade econômica, o franqueador poderá transferir o seu sistema e marca já comprovado ao franqueado, a um risco bem menor do que as prováveis perdas, erros e testes, cujo custo de aprendizado será bem mais alto.
Portanto, iniciar uma atividade comercial com apoio total do franqueador já é mais do que meio caminho andado em direção ao sucesso.
Maior Garantia de Mercado
O franqueado gozará da vantagem competitiva de seu franqueador, pois este, além de já ter testado seus produtos e marcas no mercado, também planejou sua expansão de tal forma que é conhecedor do perfil dos clientes de seus produtos. Conhece também todos os pormenores do processo de melhor produzir e/ou vender, tem informações sobre estratégia de seus concorrentes, elaborou um bom plano de marketing e vem obtendo sucesso no seu mercado cativo. O consumidor rapidamente se acostumará a adquirir os mesmo produtos e/ou serviços da rede franqueada, além da possibilidade de negociar a exclusividade de vendas em seu território devidamente delimitado, o que dará maior garantia na exploração de um mercado cativo no local da sua unidade.
Maior Crédito
Os franqueados poderão vender os produtos e/ou serviços a um custo menor do que a concorrência local e do comerciante independente que, por não ter um tamanho econômico significativo não usufruirá de descontos nos preços e prazos alongados ou de pagamentos em condições especiais. Os pequenos comerciantes individuais geralmente não possuem um sólido cadastro financeiro para garantir a compras a prazo.
Em compensação, todos os participantes de uma Rede franqueada gozam dos maiores benefícios creditícios, pois o sistema financeiro reconhece as ligações do franqueador com seus associados, o que facilita a obtenção de créditos especiais, pois o franqueador dispõe de um significativo cadastro financeiro.
Maior Lucratividade
O franqueador terá maior índice de lucratividade do que um comerciante independente, uma vez que ele se beneficiará das economias de escala com maiores créditos, prazos de pagamentos mais elásticos, menores custos de instalação, despesas reduzidas pelo rateio da verba de propaganda da marca e outras despesas inerentes a montagem de um novo negócio.
ROI (Return on Investiment) mais rápido
O retorno do investimento em unidades franqueadas será também obtido mais rapidamente que o comerciante independente, uma vez que todos os benefícios de economias de escala acima descritos influirão positivamente, reduzindo os custos e consequentimente os prazos para se atingir o ponto de equilíbrio e iniciar a fase de obtenção de lucros líquidos.

Independência do seu Negócio
O franqueado que se associar a um sistema de franquia será independente jurídica e financeiramente em relação ao franqueador. Em outras palavras, a sua razão social estará desvinculada da razão social do franqueador. O vínculo existirá somente com relação ao nome de fantasia, isto é, com a denominação da marca e logotipo que giram na praça.

Desvantagens do Franqueado
Maiores Controles
Em um sistema de franquia formatada, os controles sobre as operações do franqueado são constantes e permanentes. Muitas vezes, a auditagem do sistema detecta falhas no cumprimento das obrigações por parte do franqueado que poderão acarretar aborrecimentos mútuos. Além dos controles financeiros e contábeis sobre as vendas para efeitos de pagamentos de royalties e fundo de publicidade, o franqueado sofrerá controles e revisões periódicas sobre suas operações, em relação a política, aos procedimentos e as normas convencionadas.
Risco de Descomprimento do Contrato
Uma vez firmado o contrato com o franqueador, muitas das condições contratuais do negócio talvez venham a ser descompridas por este.
Em alguns casos especiais os produtos poderão perder a sua qualidade inicial, os fornecimentos não chegaram em tempo hábil para a venda, haverá diminuição da rentabilidade, a inovação de linha de produtos não acontecerá no ritmo desejado etc.
Enfim, quando as expectativas contratuais não forem atendidas, por causa de gestão indeficiente do franqueador, ambas as partes terão de contornar essas situações de insatisfação mútua buscando alternativas de solução para os problemas, sem descaracterizar o sistema. Em outras palavras, soluções inteligentes e passageiras deveram ser tomadas ate que a fase de dificuldades causadas por fatores externos seja ultrapassada.
O franqueador deverá então permitir a descaracterização temporária de algumas obrigações contratuais de ambas as partes, mas sem de descaracteriza o sistema todo.
Seleção Ineficiente
Também pode haver seleção ineficiente por parte do franqueado, se ele selecionar erradamente um franqueador que se supunha ate então possuir uma boa marca franqueável. Se ao selecionar uma empresa franqueadora, que não disponha de um sistema de franquia formatada, o franqueado poderá ter sérios problemas operacionais no futuro do seu negócio, ainda mais se por ventura vier a cair em mãos de empresários inexperientes e/ou inescrupuloso. O processo de compra de uma franquia certamente terá de passar por rigorosa seleção de empresas que estejam aptas a vender um bom sistema acoplado a uma conhecida marca.
Localização Forçada
A responsabilidade final pela localização do PDV (ponto de venda) será sempre do franqueador, pressupondo que este tenha feito um completo estudo de localização das unidades para a distribuição dos seus produtos.
Embora o franqueado possa fazer sugestões de vários locais para instalar o seu ponto de venda, trazendo alternativas para escolha do franqueador, este sempre o forçará a seguir a sua orientação, com base em sua experiência anterior. Não basta, portanto, que o franqueado disponha de um bom imóvel para instalar a franquia, pois, muitas vezes lhe falta o conhecimento do negócio como um todo, para se efetuar uma boa seleção entre as alternativas mais adequadas para o sucesso das vendas.

30/10/2011

Os 7 Rs para uma estratégia empresarial nas mídias sociais

Esses itens pertencem a um contexto mais teórico, tentando auxiliar empresas - e até usuários - na formalização de ações para essas mídias que não param de crescer, seja em número de membros ou de importância. Confiram:

1. R de relevância

Sua empresa deve ter em mente que estar presente nas redes sociais significa, em suma, ter algo relevante para dizer. Sua companhia tem algo que possa contribuir para com seus clientes, consumidores ou demais usuários? Saber exatamente os motivos que levaram sua empresa a se interessar por esses canais é de fundamental importância. 

Procure analisar com cuidado os motivos que estão por trás dessa nova investida empresarial. Ser apenas mais uma empresa disparando conteúdo automático é tudo que as redes sociais não precisam. Tenha foco, trace seus objetivos com o máximo de atenção e jamais queria fazer algo só porque os concorrentes estão fazendo. É relevante para sua empresa e para seus consumidores entrar nesses meios? Então comece já.

2. R de responsabilidade

Responsabilidade, nesse contexto, remete a algo como compromisso. O compromisso é um contrato de fidelidade que a sua empresa irá estabelecer com seu público e, principalmente, com ela mesma. A partir do momento que você tem uma estratégia para mídias sociais toda delineada mas peca na falta de contexto, foco ou ausência de atualizações nesses canais, você não está sendo responsável nem com seus clientes e muito menos com a sua própria empresa.

Saiba que não é barato trabalhar nessas mídias, nem mesmo algo fácil, onde "qualquer profissional" possa exercer essa função. Profissionalismo, compromisso, responsabilidade e atuação presencial fazem toda a diferença. Se a sua participação nesses meios é relevante e é possível trabalhar com eles de maneira responsável, continue desenhando suas ações.

3. R de relacionamento

A relação entre o relacionamento e a responsabilidade deve andar sempre de maneira saudável. Sua empresa só será responsável em uma estratégia de mídias sociais se ela trabalhar de maneira eficiente o relacionamento com seu público, e ela só terá um relacionamento concreto e solidificado se agir com responsabilidade em suas ações.

O relacionamento deve ser construído a longo prazo, mas trabalhado diariamente e com manutenção praticamente em tempo real. Uma relação sólida entre clientes e empresas nas redes sociais só é real e duradoura quando esse relacionamento é construído passo a passo, dia a dia, mas de uma maneira que seu tempo de atuação seja o mais longo possível. Com relevância, responsabilidade e relacionamento diário sua empresa pode dar continuidade no processo de adoção de mídias sociais.

4. R de readaptação

Esse R é um dos mais importantes da lista. Caso sua empresa falhe em alguns dos itens anteriores, é hora de sentar e rever todo o planejamento até então colocado em prática. Saber que algo vai errado é de suma importância, mas saber identificar que algo vai errado e ter a consciência de que é precisar reformulado algum ponto é mais importante ainda.

De maneira mais específica, há muitos pontos em que sua empresa pode evitar o erro nas mídias sociais. A readaptação requer, acima de tudo, controle e maturidade suficientes para ser exercida. Nenhuma empresa na planeta é isenta de erros. A diferença se dá nas empresas que sabem quando algo está errado e decidem mudá-lo. A sua empresa tem essa capacidade? Caso a resposta seja negativa, as mídias sociais podem ser uma trilha bem perigosa.

5. R de reputação

Uma das coisas mais importantes em uma estratégia empresarial para mídias sociais é focar de maneira eficiente os objetivos. Para isso basta analisar e estudar exaustivamente os possíveis cenários que sua empresa pode encontrar, possibilitando que você trace com mais precisão aqueles pontos que pretende atingir. Dentre esses pontos deve constar um dos itens mais importantes atualmente para uma empresa: a reputação. 

Reputação é uma valor intangível que a sua empresa conquista depois de muito trabalho, manutenção e, é claro, bons serviços e produtos oferecidos. Empresas com renome internacional são reconhecidas muitas vezes não pelos produtos que vendem, mas pela reputação impecável que possuem, seja no quesito qualidade, atendimento ou prestígio. Ao almejar e conquistar certa reputação, sua empresa está mais suscetível a erros e deslizes, porém está ainda mais perto do próximo item, que é algo positivo.

6. R de referência

Mais importante do que uma reputação, que é quando a marca atinge alto nível de maturidade nas mídias sociais, é a sua empresa se tornar referência no segmento que atua. Diversas marcas asiáticas conquistaram esse item por prestarem um excelente serviço antes, durante e depois da venda. No nosso caso, tornar-se referência é ser indicado como uma empresa que está fazendo a coisa certa.

No mercado da comunicação, por exemplo, isso é facilmente detectado. Há portais, sites e blogs que se tornaram referência em determinados assuntos, mesmo não possuindo índices altíssimos de visitas. Ao construírem certa reputação, tais páginas foram obrigadas a trabalhar de maneira mais árdua em suas imagens, pois a referência surge quase que subsequente ao estabelecimento de uma boa reputação.

7. R de resultado

Por fim e não menos importante nós temos o R de resultado. O resultado engloba todas as atividades que dão crédito às suas estratégias, como os objetivos alcançados, os itens reformulados, os clientes e consumidores conquistados e os mantidos, assim como todo o aprendizado possível de ser adquirido com esse trabalho.

Em um campo teórico, trabalhar com todos os Rs antes mesmo de inciar as ações nas mídias sociais é fundamental. Isso permite que sua empresa enxergue possíveis falhas, assim como cenários férteis para atuação. Com os diversos guias e manuais abordando ações práticas, tentei procurar trazer uma visão pré ações digitais. Todos os verbos devem ser conjugados no presente, passado e futuro, pois sua empresa deve agir como se tudo isso estivesse hoje em jogo, então algo já passou e muitas coisas estão por vir.

Espero que os 7 Rs sagrados de uma estratégia empresarial nas mídias sociais auxiliem vocês em futuras tomadas de decisões. =)

Por Cleyton Carlos Torres, jornalista e blogueiro.

12/10/2011

Singela homenagens as mulheres...


Eu era a Eva criada para a felicidade de Adão.
Mais tarde fui Maria dei á luz ao que traria a salvação!
Mas isso não bastaria para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia a mulher de verdade.
Pra a sociedade não tinha menor vaidade.
Mas sonhava com igualdade.
Muito tempo depois decidi não dá mais.
Quero minha dignidade tenho meus ideais.
Hoje não sou esposa ou filha.
Sou pai, mãe, arrimo de família.
Sou caminhoneira, taxista, piloto de avião;
Policial feminina, operária em construção.
Do mundo peço licença para atuar onde quiser.
Meu sobre nome é competência.
E meu nome é MULHER!

Mulher madura



Quando resolvi escrever sobre a mulher madura, pensei em todas as mulheres de trinta, quarenta, cinqüenta, não importa a idade, claro, não desmerecendo as mais novas, até porque, pretendo falar de toda vivacidade que elas possuem.
A mulher madura tem um jeito todo especial de ser.
Ela é madura não é ventania, ela é ar em movimento.
Ela possui uma beleza peculiar que não se iguala a nenhuma outra. Pena daqueles que não sabem percebê-las!
Ela não PEGA, ela TOCA.
Ela não COME, ela se ALIMENTA.
Ela não PROVOCA, ela já é PROVOCANTE.
Ela não é INTELIGENTE, ela é SÁBIA.
Ela não se INSINUA, ela mostra o CAMINHO sutilmente.
Ela não se PRECIPITA, ela espera o MOMENTO certo.
Ela não NADA, ela NAVEGA.
Ela não VOA, ela FLUTUA.
Ela não pensa em QUANTIDADE, ela prefere QUALIDADE.
Ela não VÊ, ela OBSERVA.
Ela não anda, ela CAMINHA.
Ela não DEITA, ela ADORMECE.
Ela não é PRETENSIOSA, ela simplesmente se GOSTA.
Ela não JULGA, ela ANALISA.
Ela não COMPARA, ela ASSIMILA.
Ela não CONSOLA, ela ACALENTA.
Ela não ACORDA, ela DESPERTA.
Ela não coloca ALGEMAS, ela os deixa LIVRE.
Ela não ENFEITIÇA, ela ENCANTA.
Ela não é DECIDIDA, ela apenas sabe o QUE QUER.
Ela não é EXIGENTE, ela é SELETIVA.
Ela não se SENTI VELHA, ela se considera EXPERIENTE.
Ela não se LAMENTA, ela tenta fazer DIFERENTE.
Ela não tem MEDO, ela tem RECEIOS.
Ela não faz JURAS, ela deixa por conta do TEMPO.
Ela não tira CONCLUSÕES, ela faz SUPOSIÇÕES.
Ela não desce do SALTO, ela tem JOGO DE CINTURA.
Ela não BRILHA, ela é ILUMINADA.
Ela não dá TCHAU, ela ACENA.
Ela não gosta de ser VIGIADA, ela prefere ser ESCOLTADA.
Ela não é MODERNA, ela é ELEGANTE.
Ela não quer ser COBIÇADA, ela prefere ser DESEJADA.
Ela não possui SOMBRAS, ela tem AURA.
Ela não ADIVINHA, ela tem PERCEPÇÃO.
Ela não faz SEXO, ela é mestre na ARTE DE AMAR.
Ela não FICA, ela se ENVOLVE.
Ela não é FÁCIL, ela é FLEXÍVEL.
Ela não MANDA, ela ADMINISTRA.
Ela não AFLORA, ela é um constante FLORESCER.
Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas essas belezas.

Revanche da mulherada...


Coração de mulher é igual circo.
Sempre tem lugar para mais um palhaço.

O que se deve dar a um homem que pensa que tem tudo?
Uma mulher para ensiná-lo como funciona!

Por que as mulheres casadas são mais gordas do que as solteiras?
A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama, a casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.

Como se chama uma mulher que sabe onde seu marido está todas as noites?
Viúva.

Por que as aranhas viúvas-negras matam o macho depois da cópula?
Para acabar com o ronco antes que ele comece.

Por que apenas 10% dos homens vão para o céu?
Porque se todos fossem, seria o inferno!

Qual a diferença entre homens e porcos?
Porcos não viram homens quando bebem.

O que aconteceu à mulher que conseguiu entender os homens?
Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém.

Por que é que os homens têm a consciência limpa?
Porque nunca a usam.

Por que Deus criou primeiro o homem, e depois a mulher?
Porque as experiências são feitas primeiro com animais e depois com humanos!

Por que os homens gostam de mulheres inteligentes?
Porque os opostos se atraem!

Qual o livro mais fino do mundo?
Tudo o que os homens sabem sobre as mulheres.

Qual a diferença entre os homens e as frutas?
Um dia, as frutas amadurecem.

Por que as pilhas são melhores que os homens?
Porque elas têm pelo menos um lado positivo.

Por que um homem não pode ter um bom caráter e ser inteligente ao mesmo tempo?
Porque assim seria mulher!

Por que são necessários milhões de espermatozóides para fertilizar um único óvulo?
Porque os espermatozóides são masculinos e se negam a perguntar o caminho!

Quando é que um homem perde 90% de sua inteligência?
Quando fica viúvo! E os outros 10% quando o cachorro morre.

06/10/2011

Pra mulherada que é fã do Bruno e Marrone

O cantor Bruno, da dupla 'Bruno & Marrone', fez um comentário infeliz e ofendeu as mulheres brasileiras durante um show em San Francisco (EUA), no dia 29 de setembro. De acordo com o sertanejo, há muitas 'piranhas' no país.

Além de dar uma aula de machismo e denegrir a imagem das brasileiras no exterior, o sertanejo ainda falou que as mulheres que são 'piranhas' vão para fora para se prostituir. Isso sem falar do comentário a respeito do 'casamento ideal'. Olha só.

Ele incita o ódio  contra a mulher(sexo feminino). E com isso o aumento de homicídios contra mulher no Brasil:

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